Economia
MS sobe no ranking e é o segundo estado em geração de empregos
Com 5.761 novos postos de trabalho no acumulado de janeiro a setembro de 2016, Mato Grosso do Sul sobe no ranking nacional e é considerado o segundo estado que mais gerou emprego no Brasil, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).
Mato Grosso do Sul está atrás apenas de Goiás que gerou 41,8 mil empregos no mesmo período. Apesar disso, o Estado se mantém à frente de estados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil. Na região Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal apresentou valores negativos para a geração de postos de trabalho formais, de janeiro a setembro de 2016.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, analisa que mesmo em meio à crise econômica, Mato Grosso do Sul vem mantendo uma posição favorável devido à política econômica instituída no Estado.
A criação de novas vagas com carteira assinada em setembro ocorreu em todos os setores da economia: na agropecuária (439 empregos a mais), construção civil (323), comércio (307), serviços (228) e na indústria (71). Em geral, a melhoria dos resultados apontam para uma recuperação se comparados aos resultados de 2015.
No acumulado, os subsetores que tiveram maior capacidade de geração de empregos formais foram a agropecuária (3.741 novas vagas), construção civil (2.641), serviços médicos, odontológicos e veterinários (897), indústria de produtos alimentícios (723), serviços industriais e de utilidade pública (460) além do comércio atacadista (294).
“A agropecuária foi o setor que mais gerou empregos. E tem um motivo muito claro, que é o início da safra de soja. Temos sinais positivos na construção civil, que começa a dar sinais de recuperação e gerou no acumulado 1.533 novas vagas até setembro de 2016. O setor de serviços também vem mostrando bons sinais também e isso está bastante ligado à sazonalidade, uma vez que começam as contratações de final de ano”, explicou Verruck.
Governo troca imposto por emprego na indústria
Na indústria os subsetores que tiveram maior recuperação de postos de trabalho formais em setembro de 2016 foram o de alimentos e bebidas (88 vagas a mais) e indústria química (37). No acumulado dos últimos 12 meses, há uma tendência de recuperação iniciada em novembro de 2015, mas que ainda apresenta no acumulado dos últimos 12 meses uma perda de 2.230 vagas.
“Para nós é importante a reação da indústria, que tem um emprego bastante estável. O Governo tem trabalhado com a política de incentivos para atração de novas unidades com a troca de imposto por emprego”, afirmou o secretário.
Estabilidade do Governo garante melhora no comércio
Verruck pontua que a estabilidade econômica do Estado tem peso significativo no setor de comércio e serviços. “Quem gera efetivamente o emprego é o setor privado. Mas os setores de comércios e serviços têm na renda do funcionalismo público um peso significativo. Então, manter a estabilidade econômica, com pagamento de servidores e fornecedores em dia, tem colaborado com o resultado positivo desses setores, que deverão receber ainda uma injeção de investimento com o pagamento das restituições do imposto de renda e principalmente do 13º salário”, afirma.
Com relação aos comércio varejista, a análise da Carta de Conjuntura mostrou sinais de recuperação com geração de 373 novas vagas, com tendência de recuperação do setor a partir de setembro de 2016.
Três Lagoas lidera e Campo Grande é o último em geração de empregos
O município de Três Lagoas lidera a lista dos 10 municípios geradores de postos de trabalho formal. O saldo no acumulado revela um total de 2.129 novos postos de trabalho. Em seguida aparecem Aparecida do Taboado (894), Nova Andradina (679), Água Clara (415), Costa Rica (407), Selvíria (404) , Caarapó (390), Maracaju (337), Rio Brilhante (278) e Brasilândia (267).
“O aumento das vagas em Três Lagoas está muito ligada ao nível de investimentos na região. Somente as empresas de celulose estão injetando R$ 15 bilhões até 2018. Aparecida do Taboado também tem uma série de investimentos. Água Clara tem a Asperbrás, que consolida o polo moveleiro de Mato Grosso do Sul com as obras da maior fábrica de MDF do Estado, além de uma nova unidade da Fibria, que abriu um setor de colheira de eucalipto na região. Em resumo, os dados mostram que a política de geração de empregos e atração de investimentos vêm dando certo”, finalizou.
Campo Grande foi a cidade que mais perdeu postos de trabalho (-2.693 vagas), seguido de Bataguassu (-167) e Eldorado (-166).
No Brasil, os dados do mercado formal demonstram recuperação, com 39.282 posto de trabalho a menos, contra 95.602 postos perdidos no mesmo período em 2015.