A partir de julho, mercadorias compradas fora de Mato Grosso do Sul poderão ter nova forma de pagamento de impostos. O compromisso foi assumido pelo governador Reinaldo Azambuja em reunião na manhã desta segunda-feira (26) com representantes do setor produtivo do Estado, como Sebrae, Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), Faems (Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul), Fiems (Federal da s Indústrias de Mato Grosso do Sul), Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) e alguns sindicatos.

Segundo o superintende do Sebrae, Cláudio Mendonça, durante o encontro foi apresentada ao governador uma proposta para que os impostos de mercadorias provenientes de outros  Estados não precisem ser pagos na barreira ou na transportadora. “Hoje, é assim que funciona com empresas que não têm regime especial de recolhimento, ou seja, as de pequeno e médio porte. Nossa ideia é que esse imposto possa ser pago num prazo de até 15 dias, por meio de boleto. Dessa forma, o empresário poderá aguardar o recebimento da venda desse produto para pagar a guia do imposto, gerando mais fluxo de caixa e diminuindo a burocratização”, afirmou.

Ainda conforme Mendonça, a medida também vai contribuir com produtores rurais. “A peça de uma colhedeira, por exemplo, estraga e o produtor precisa comprar outra. Ele pode ter tempo de terminar a colheita para pagar essa o imposto dessa peça. Então todo mundo vai ser beneficiado com essa agilidade”, acrescenta.

O superintende do Sebrae afirmou que o governador Reinaldo Azambuja recebeu bem o projeto e se comprometeu a colocar em prática já nos próximos dias. “É algo que ainda precisa de um decreto e de uma programação com o setor de Tecnologia da Informação para desenvolver essa nova forma de cobrança. Acreditamos que no começo de julho isso já seja colocado em prática”, conclui.