Economia
Com quase 80% do PIB, setor terciário teve amplo crescimento
A importância do setor terciário para economia de Campo Grande é reforçada com com o crescimento dos últimos anos, de acordo com análise do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul (IPF-MS). O comércio de bens e serviços é responsável por 79,58% do PIB, o que representa R$16,38 bilhões.
Mais de 30 mil estabelecimentos comerciais são voltados para bens e serviços, o que representa 82,47%. O seguimento também é responsável por 59,78% da geração de emprego da Capital. Entre 2002 e 2015 houve um crescimento de 26,67% de empresas e de 94,62% na quantidade de empregos do comércio. No caso dos serviços, esses percentuais foram respectivamente de 63,46% e 121,71%.
“Percebe-se a partir desses dados, que além do setor terciário ser um importante segmento na geração de produto, emprego e renda, também deteve ao longo dos anos significativos crescimentos”, avalia o presidente do IPF-MS, Edison Araújo.
Quando segmentados, os dados apontam os setores que têm as maiores participações na quantidade de empresas: Comércio de artigos do vestuário e acessórios; restaurantes e similares; lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares; comércio de produtos alimentícios e similares; comércio de peças e acessórios para veículos automotores; comércio de materiais de construção e comércio de produtos farmacêuticos.
Já os crescimentos mais expressivos estão entre as lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (107,67%), seguidos pelo comércio de materiais de construção (98,85%).
“Apesar, desses valores otimistas, ainda há necessidade de avanços e de resolução das principais questões que afligem os empresários e que impactam na competitividade da Capital”, observa o presidente do IPF-MS.
Dentre as principais dificuldades dos empresários estão: carga tributária (21,55%), aluguel (20,44%), questões burocráticas da prefeitura (12,71%), condomínio (10,50%) e falta de estímulos aos negócios (9,94%).