A alta no preço dos alimentos,  facilmente notada nos aumentos expressivos em itens alimentícios nos mercados, em breve deve afetar os cardápios de bares e restaurantes. O Presidente da Abrasel, Juliano Wertheimer salienta que o principal é o empresário ter planejamento, organização, controle de estoque, realizar pesquisas e negociação para chegar no melhor preço.

“Pesquisar, negociar e comprar com antecedência, porque com certeza se paga mais caro em compra de última hora”, pontuou. Além disso, Juliano ressalta que os donos de restaurantes devem usar a criatividade para fazer um cardápio delicioso com produtos de custo mais baixo. 

“É importante também mostrar ao cliente que ele não compra só um alimento; ele compra entretenimento, diversão, segurança, serviço e muito mais”, discorreu o presidente da Abrasel. 

Sócio do Delírio Eat, Luciano Duré, contou à reportagem do JD1 Notícias que apesar de já estarem sentindo este aumento, estão ‘segurando’ o máximo que podem o repasse ao cliente. “Estamos evitando o repasse, negociando com os fornecedores, comprando em grande quantidade para fazer estoque, mas tem uma hora que não vai ter como, vamos ter que subir no cardápio também”, declarou. 

Outra alternativa que o empresário está usando é divulgar pratos em que o alimento não teve uma grande alta, como pratos de pescados e frutos do mar, ao invés da carne vermelha, que teve um aumento exponencial.  “O que tenho feito para diminuir os custos do meu negócio é focar minha propaganda em produtos que não estão tão em alta e agregar valor nele. Por exemplo, a forma como é empratado e nas louças. Acabamos de trocar as louças e os produtos estão ficando cada vez mais bonitos”, finalizou Luciano.

Para Valmir Guarinão, dono do restaurante Pietro i Maria, a estratégia adotada foi buscar oferecer um buffet variado, dando opções de preços mais econômicos, conseguindo assim alcançar o público que não teve aumento salarial. "A minha estratégia é de buscar os produtos que sobem menos, buscar eficiência operacional para não ter desperdício e perda.”, explicou.

Segundo Valmir, a recuperação da produção do setor de verduras e legumes é rápida e ele espera que logo passe. “Não tenho previsão de aumentar os preços, até mesmo por que é muito rápida a recuperação da produção, então eu espero que logo os preços voltem ao normal. Eu acho que é uma situação momentânea que estamos vivendo agora.", finalizou.