Economia
Adelaido diz que comércio precisa se recuperar antes de pagar mais IPTU
Presidente da CDL é contra reajuste do imposto na Capital e acredita que seria melhor recuperar a economia local primeiro
O índice de reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano da Capital foi publicado na edição da última quinta-feira (4) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) e, desde então, vem provocando reclamações e manifestações contrárias ao aumento, que considera o Ìndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) e ficou em 10,05% em 2021, contra 2,65% em 2020.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande, por meio de nota, se posicionou contra o reajuste. O presidente da CDL CG, Adelaido Luiz Vila, entende que o momento não permite um reajuste no IPTU. “Vimos nas mídias o anúncio do aumento da arrecadação do município. Por este e tantos outros motivos, pedimos que seja repensado pelo prefeito Marcos Trad e que ele desista de aumentar em 10% o IPTU. Nossa cidade precisa se reerguer, se fortalecer, mas com aumento de imposto, será ainda mais difícil e praticamente impossível para uma grande parcela da população”.
À Reportagem do JD1 Notícias, Adelaido explicou que além dos impactos da pandemia de covid-19, outra coisa que vem impactando no comércio do centro são as obras do projeto Reviva Campo Grande, que estão na segunda etapa e já duram mais de um ano ao todo.
"Entendemos que essas obras são necessárias e importantes para o centro da cidade, mas infelizmente elas também impactam nas vendas. Se você decide fazer compras no centro, chega e se depara com um trecho interditado, você vai procurar uma vaga para estacionar, o que pode levar tempo. Depois você acha uma vaga, mas está longe do local onde você quer comprar. São situações que vão fazendo com que as pessoas evitem vir ao centro fazer compras, e isso inviabiliza um reajuste desses no IPTU", explica o presidente do CDL.
Adelaido ainda destaca que, além de todos os problemas relacionados às consequências da pandemia e às obras no centro, ainda existe o fato de que Campo Grande já figura entre as cinco cidades do estado com maior custo de vida, sendo assim, outro impeditivo para um reajuste tão alto.
Vila entende que, neste momento, seria mais importante e significativo encontrar maneiras de reerguer a economia local e o poder de compra do campo-grandense, proporcionar condições para que se possa aquecer as vendas e fortalecer o comércio para que se possa voltar à normalidade na Capital e, consequentemente, no estado.