A Caixa Econômica Federal encerrou permanentemente o consignado do Auxílio Brasil após ficar menos de um ano na ativa. A modalidade de concessão vinha recebendo duras críticas desde quando foi estabelecida, em setembro de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) era candidato à reeleição.

Uma das principais críticas ao consignado era justamente a de que o serviço aumentava o risco de superendividamento dos mais pobres devido aos altos juros aplicados no empréstimo.

“Com as novas regras, a operação não se paga. Além disso, esse produto teve um cunho eleitoral, a Caixa foi o banco que mais ofertou crédito, com R$ 7,6 bilhões. É uma excrescência. Não posso ofertar crédito em um auxílio para uma pessoa se alimentar. Na minha opinião, isso tem de ser anulado”, afirmou a presidente da Caixa, Rita Serrano, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Apesar da suspensão definitiva de agora, os empréstimos consignados não são concedidos desde 12 de janeiro, quando a modalidade foi suspensa. Consignados já contratados não serão cancelados, e o pagamento das parcelas seguirá o mesmo padrão de antes.

 

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 e acompanhe em tempo real todas as notícias. Para baixar no IOS, clique aqui. E aqui para Android.