Educação
Professores convocados do Estado ameaçam fazer greve
Classe alega diferença de 47,7% a menos em relação aos educadores efetivos
Atualmente em Mato Grosso do Sul tem nove mil professores convocados pela Rede Estadual de Ensino (REE). Com mesmo nível de formação acadêmica e exercendo a mesma função e carga horária, estes profissionais recebem 47,7% a menos que os 10 mil educadores efetivos.
Por tamanha diferença salarial, os professores convocados da REE decidiram se juntar em uma manifestação que ocorrerá amanhã (2), com início em frente ao prédio da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) às 8h, indo para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Também participará do encontro, em apoio à manifestação e as demandas dos professores, o Sindicato Campo-Grandense de Profissionais da Educação Pública (ACP).
A FETEMS atualmente busca se reunir com os representantes do Governo do Estado para resolver a situação e atender as demandas dos professores convocados.
O JD1 Notícias entrou em contato com o presidente da FETEMS, Jaime Teixeira, para buscar um posicionamento, em que ele disse que o resultado final é completamente de responsabilidade do governo, e não descarta a possibilidade de greve caso não haja negociação e atendimento das demandas da classe.
“Se vai ter greve ou não do convocado vai depender muito do desenrolar das negociações, nós temos até o mês de março pra resolver isso e o governo também. Vai depender de como o governo vai tratar essa questão.”, disse Jaime para o JD1 Notícias.
Para uma professora que resolveu se identificar somente como M. Silva, a disparidade salarial dos convocados é uma vergonha para a classe dos professores, dado o esforço que muitos fazem para conseguir as vagas.
“Eu acho uma injustiça o que fizeram com os professores convocados. Seus salários foram reduzidos quase pela metade do salário de um efetivado, sendo que a função que ambos exercem são as mesmas, e os convocados estudaram tanto quanto os efetivados. Essa disparidade salarial é uma vergonha para a classe dos professores.”, disse a professora.
A reportagem do JD1 Notícias tentou contato com a SED, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.