Um grupo de conselheiros divulgou nota defendendo o aumento do mandato de presidente no Palmeiras de dois para três anos. Nesta segunda-feira, será votada esta mudança no estatuto do clube, em uma disputa que promete ser apertada.

Leila Pereira é a maior defensora da mudança. O presidente Maurício Galiotte, embora não tenha se pronunciado publicamente, também considera importante esta alteração estatutária. Do outro lado, o ex-presidente Mustafá Contursi e o movimento "Palmeiras Responsável" fazem críticas ao processo e preparam-se para votar contra ele .Se a alteração for aprovada e passar a valer já para as eleições do fim deste ano, que devem opor Maurício Galiotte e Genaro Marino, o mandato do próximo presidente irá até o fim de 2021. Nesta data, Leila já terá um mandato completo como conselheira, requisito básico para se candidatar. Os críticos à mudança argumentam que o "casuísmo político" poderia favorecer a patrocinadora a concorrer à presidência mais rapidamente, versão que ela nega .

Se o mandato for mantido em dois anos, o próximo presidente governará até o fim de 2020, quando ocorrerá uma nova eleição. Nesta data, Leila ainda não poderá se candidatar. Ou seja, ela teria de esperar mais dos ciclos eleitorais antes de disputar o cargo máximo do clube.

Para que a alteração estatutária seja aprovada, é preciso ter a aprovação da maioria simples do Conselho (141 votos). Depois, o tema é levado para uma assembleia geral de sócios, que podem confirmar a mudança (maioria simples) ou rejeitá-la (maioria de dois terços).

Se a mudança for aprovada pelo Conselho na próxima segunda-feira, uma emenda proposta pelos conselheiros contrários a ela irá a votação logo na sequência. Eles pedirão que a alteração passe a valer apenas em 2020 e que não interfira nas eleições deste ano.