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Serralheiro com suspeita de H1N1 espera vaga há uma semana, mesmo com decisão judicial
Com decisão judicial nas mãos, Fernando Brites, 57 anos, está internado há quase uma semana na UPA do Coronel Antonino. Após muitos exames e não conseguirem detectar nada, a família foi então informada que poderia ser H1N1. Quem relata o sofrimento do serralheiro é o sobrinho dele, Rafael Brites Teixeira.
“Ele não fica mais em pé, não fica sem o oxigênio, está usando fraldas e agora, desde sexta-feira estamos esperando a transferência dele para um hospital que só foi conseguida por ordem judicial na sexta-feira, mas até agora nada”, reclama.
Segundo o rapaz, Fernando Brites está internado desde terça-feira passada. “Vários exames foram feitos e nada foi constatado, e por último disseram que era suspeita de H1N1”, conta. Diante do agravamento do quadro, a família procurou a defensoria pública para pedir tutela antecipada, ou seja, que o Estado oferecesse uma vaga em hospital.
O juiz Alexandre Branco Pucci, do Juizado Especial de Fazenda Publica concedeu o pedido na sexta-feira (6), porém o Estado ainda será notificado. Segundo a decisão, o Estado está obrigado a garantir internação para tratamento em hospital de referência, sob pena de seqüestro de numerário par que seja cumprida a decisão. A causa tem o valor de R$ 30 mil.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), eles já entraram em contato com os hospitais de referência para solicitar vagas, e o que é feito é estabilizar pacientes e continuar os cuidados, no entanto, a prioridade não é pelo tempo e sim classificação de risco, e sintomas de H1N1 é classificação amarela, e a prioridade é em classificação vermelha. Já a secretaria de comunicação do Estado pediu mais informações sobre o caso e deve responder a solicitação.