O governo estadual analisa a redução de ICMS do leite durante a estiagem para que a indústria melhore o preço pago ao produtor. Essa medida foi anunciada durante a cerimônia ao Dia Mundial do Leite, pelo governador Reinaldo Azambuja  na Assembleia Legislativa, nessa quarta-feira (01).

Um projeto para melhorar a qualidade do rebanho também é estudo, afirma o governador. A previsão é de inseminar cinco mil fêmeas para a criação de um banco de embriões melhorados, com o objetivo de elevar a produção de leite.

Os projetos que foram implementados também ganhou destaque durante a cerimônia, um deles é o programa Terra Boa, que cede incentivos fiscais para a recuperação de áreas degradadas e beneficia a pecuária. Azambuja diz que “no momento de crise, é difícil fazer concessões, porém, estamos elaborando uma política efetiva, duradoura e de resultados para o incremento do leite na economia de Mato Grosso do Sul.”

O estado ocupa a 15ª posição no ranking da produção nacional de leite e necessita de novas referências no setor. O coordenador da Câmara Setorial do Leite, Rodney Gadadnin, disse em seu pronunciamento, que o IBGE tem duas informações para a produção em MS: Uma pesquisa trimestral entre as industrias que aponta a capacitação de 540 mil litros por dia e a Pesquisa Pecuária Municipal, indicando a produção de 1,4 milhão de litros diários.

“Como ter ações para o setor se não temos informações? Falta informação para o produtor tomar decisão”, reclamou o dirigente, destacando a demanda de incentivos para o produtor que se profissionaliza. “Precisamos encarar a produção de leite não só do ponto de vista social, mas como uma atividade econômica”, disse o coordenador.

Jerônimo Chaves, secretário adjunto de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf), classificou a atividade leiteira como fonte de subsistência para os 204 assentamentos de Mato Grosso do Sul. Conforme Chaves,  a produção de leite é fonte de renda para a agricultura familiar.