Um soldado do Exército de 18 anos confessou ter estuprado uma menina de 11 anos. Ele prestou depoimento nesta sexta-feira (8), na Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA).

Conforme o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o rapaz disse que a garota consentiu com o ato e ainda mentiu sua idade, dizendo que tinha 16 anos.

A vítima também foi chamada na delegacia, onde reconheceu o soldado e ficou muito abalada.

O rapaz conta que no dia do crime ele saiu do quartel e foi até a Orla Morena para tomar cerveja, foi quando a garota se aproximou e começou a conversar.

Os dois ainda foram a uma sorveteria, onde, segundo o soldado, a vítima começou a agarrá-lo. Logo depois eles foram para casa de dois amigos dele.

Lauretto diz que o rapaz negou ter dopado a menina, mas confessou ter usado maconha com os amigos antes do ato. Ele vai ser indiciado por estupro de vulnerável, o delegado decretou prisão temporária.

O delegado conta que vai acionar a Justiça para transformar a prisão para preventiva. O inquérito foi encerrado, agora eles aguardam o laudo.

O acusado foi encaminhado para o Instituto Médico de Odontologia Legal (Imol), onde coletarão seu material genético para exames para comparar com o material recolhido da vítima. Um exame comprovou que a menina sofreu abuso sexual.

Depois disso ele será levado para o Exército. Os dois amigos dele foram apreendidos nesta semana. Os dois menores tinham um revólver calibre 38, além de maconha e cocaína. Eles foram levados para a Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). Ambos já possuem passagem pela polícia.

Entenda o caso

A menina informou que havia fugido de casa na noite do crime, ao andar pela Orla Morena, encontrou o soldado, que ofereceu um local para ela dormir. Chegando à casa de seus amigos, o rapaz contou que a vítima era sua namorada.

A garota conta que usou drogas e que o rapaz dormiu com ela na mesma cama. Ao acordar, notou que estava sem suas roupas e suspeitou do estupro.  

O ocorrido a fez fugir do local, ela foi encontrada por um amigo de sua família, que a levou para casa. A vítima contou para sua mãe, que registrou o crime na polícia.