O governo de Mato Grosso do Sul tenta firmar uma parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande desde o início de 2015 na intenção de acabar com a falta de respiradores e leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na capital.

A situação é agravante, muitos pacientes precisam desses cuidados. Esse assunto é discutido há meses pelo o estado e até ganhou destaque na mídia nacional nesta quarta-feira (20).

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), já apresentou proposta ao município para evitar que o quadro da saúde se agrave. O projeto incluí aumento de leitos de UTI e de internação, além dos demais serviços necessários.

O município chegou a discutir essas questões, mas a administração da cidade não levou o assunto adiante. Definida pelo Ministério da Saúde, a prefeitura é a única que pode administrar qualquer investimento feito na saúde da capital. Ela quem decide o que será feito com todos os recursos, inclusive com a verba repassada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para amenizar o problema que a cidade passa, o governo estadual disponibilizou dez leitos de UTI do Hospital Regional. Eles ainda buscam liberar outros 40 novos leitos em hospitais de Campo Grande. Trinta leitos de Unidade de Terapia Intensiva foram liberados em cidades do interior.

A medida de disponibilizar leitos no interior foi tomada para que pacientes não se desloquem à capital, pois não há vagas. As cidades beneficiadas foram Dourados, Nova Andradina e Ponta Porã.

Estima-se que os novos leitos não sejam abertos apenas na Santa Casa, mas também no Hospital do Câncer e no Hospital Universitário.

A instalação depende do aval da prefeitura, pois o governo do estado não pode intervir diretamente nesse assunto na capital. É preciso repassar o dinheiro ao município e esperar que eles invistam.

O estado aponta que isso não é questão de novos recursos, mas sim de operacionalizar os que já existem. Os leitos de UTI podem ser abertos por equipes terceirizadas, para não haver gastos com instalação, mas apenas com manutenção.  

Também é estudada pelo governo a tentativa de viabilizar espaços que não são usados em hospitais para a instalação dessas UTI´s, pois na Santa Casa esse processo é inviabilizado pela falta de espaço físico.