Geral
Centrais sindicais preparam greve geral para agosto
Mobilização quer a garantia da manutenção dos direitos trabalhistas
Durante encontro hoje (26) em São Paulo numa assembleia nacional, seis centrais sindicais concordaram uma greve geral para reivindicar a garantia da manutenção de direitos trabalhistas. A data ficou previamente decidida para o dia 16 de agosto.
O presidente da Força Sindical regional Mato Grosso do Sul, Idelmar da Mota Lima, que também está em São Paulo participando das reuniões, explicou o que a data ainda será discutida. “Ainda vamos levar isso e discutir uma data, mas queremos fazer uma mobilização nacional. Não podemos aceitar que tirem nossos direitos e é isso que vai acontecer se mexerem na previdência, na CLT, na jornada de trabalho”, afirmou.
Paulinho da Força, presidente da Força Sindical, defendeu que o governo deveria tomar outras medidas de enfrentamento à crise econômica, como redução da taxa básica de juros. “Os mais reacionários começam a dizer que a crise tem que ser paga pelos trabalhadores, mas não estamos dispostos a pagar sozinhos”, disse.
Segundo Paulinho, a negociação com o governo sobre questões trabalhistas é inexistente. “Soubemos apenas pelos jornais, o governo não nos apresentou nada”, disse. Com relação à reforma da Previdência, as centrais sindicais apresentaram um conjunto de propostas, mas ainda não obtiveram resposta do governo.
Participaram da assembleia de hoje, membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).