Todos os anos, 800 mil pessoas tiram a própria vida em todo mundo, o que representa uma morte a cada 40 segundos. São 12 mil suicídios somente no Brasil. Os números, da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram apresentados na Assembleia Legislativa, durante a sessão desta terça-feira (6).

Ao longo do mês são realizadas ações para o debate dos temas relacionados ao suicídio e estimuladas políticas de prevenção. “Esses casos que temos visto, inclusive em Mato Grosso do Sul, nos fazem refletir no que podemos fazer para evitar tal fatalidade”, afirmou deputada Mara Caseiro. Segundo ela, cabe aos familiares e amigos identificarem os sinais que representam “gritos de socorro” por parte de quem está prestes a cometer suicídio, como desespero, delírios e postagens em redes sociais. Esses “gatilhos” podem ser sutis e desencadeados por mudanças no ambiente familiar ou escolar, crises de identidade sexual, entre outras causas. 

A deputada Mara Caseiro, autora da Lei Estadual 4.777, que instituiu o Setembro Amarelo de Prevenção ao Suicídio em Mato Grosso do Sul, acredita que vários fatores podem contribuir para a evolução de um quadro de depressão e resultar no ato extremo de tirar a própria vida. “Nós queremos chamar a atenção para a vida, simbolizada com essa cor, que representa a luz e a alegria, e para a necessidade de estarmos mais atentos, porque especialistas dizem que 90% dos casos de suicídio poderiam ter sido evitados”, disse. 

Estatística

Relatório da OMS revela que o Brasil é o oitavo país do mundo onde mais jovens tiram a própria vida. O índice de suicídios na faixa etária dos 15 a 29 anos é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes e representa a segunda maior causa de morte entre jovens dessa faixa etária. Os suicídios perdem apenas para os acidentes de trânsito e estão na frente das mortes causadas em decorrência do HIV.