O caso de um idoso que morreu na noite de domingo (25) ao esperar cerca de cinco horas por uma ambulância retrata a situação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Campo Grande. “Levar mais de cinco horas para buscar alguém e alegar que não tinha ambulância disponível e muito trabalho é uma vergonha”, alertou o vereador Cury (PSD).

Responsável pela implantação do Samu em Campo Grande, Cury faz um comparativo com o serviço em outras cidades e afirma que a situação na Capital está “um caos”. “Eu implantei o Samu em várias cidades de Mato Grosso do Sul, e nunca vi uma gestão tão tenebrosa e ruim como a daqui”, relatou.

“Para mim, não é desculpa a quantidade de veículos disponíveis para deixar de atender alguém. Se não tem ambulância do Samu a disposição, então aluga, requisita dos hospitais particulares da cidade, do exercito, mas é preciso encontrar alternativas”, explica Cury.

O vereador que foi titular do grupo de Trabalho do Ministério da Saúde/Força Nacional e Samu afirma que existe um desfazimento do Samu em Campo Grande. “Tirar o Samu da coordenação de urgência mostrou que quem está coordenando o serviço não entende seu funcionamento, o próprio nome diz é um serviço de atendimento de urgência. Eu nunca ouvi falar em um SAMU que faz parte da coordenação de regulação”, mencionou. 

Para Cury a situação da saúde na Capital é alarmante. “Nós estamos no caos, a saúde não só está na UTI, como está com parada cardíaca”, desabafa. 

Gestão na Câmara dos Vereadores

Com 10 meses como vereador, Cury elaborou 26 projetos e acredita que fez o que estava a seu alcance. “Eu considero, dentro das circunstâncias, que eu lutei como pude dentro da Câmara, me surpreendi ao ver a fragilidade da prefeitura e das secretárias e espero que essas eleições venham para reformular este cenário”, afirmou Cury.