Geral
Policial que confessou feminicídio tem prisão preventiva decretada
Ação foi considerada como "fria" e tiro a queima-roupa não justificaria "legítima defesa"
A Justiça decretou a prisão preventiva do policial militar da reserva Valdecir Ferreira, apontado como autor da morte de Katia Campos Valejo. A mulher foi morta com quatro tiros no domingo (16). Ele se apresentou para a polícia no dia 19 e confessou o crime. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher pediu então sua prisão preventiva que foi concedida pelo Juiz Carlos Alberto Garcete da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Chamado a se manifestar, o MPE (Ministério Público Estadual) se omitiu quanto ao pedido.
Segundo o depoimento do policial, a vítima era sua namorada e estaria com uma arma de fogo “exigindo dinheiro”, quando ele então decidiu “se defender”. Não entanto, nas alegações para o pedido da prisão, as autoridades apontaram que o primeiro disparo foi a “queima-roupa” e a “vítima se tratava de uma mulher franzina, o que afasta qualquer justificativa de efetuar-se quatro disparos”, o que qualificaria a ação como “com frieza e periculosidade”, justificando assim a prisão preventiva, com fundamento na ordem pública.
Katia foi encontrada morta por uma outra pessoa que tinha a chave da casa do policial e ela já teria passagem por tráfico de drogas, porém teria sido absolvida em julgamento. O crime foi enquadrado como feminicídio.
O MPE outra vez foi chamado a se manifestar acerca da prisão decretada.