O anuncio em na rede social chama atenção para mais um caso de abandono de animais. A cachorrinha está há três meses desamparada na Vila da Base Aérea em Campo Grande. 

A professora Bruna Rajão, que há três anos ajuda animais a encontrar novos lares, conta que ficou sabendo de pelo menos nove casos de abandono na Vila da Base Aérea. Segundo moradoras da Vila é muito comum o abandono de animais no local, tanto dentro como fora.  

Segundo informações da Base Aérea esta situação não é comum. O abandono de animais na base é proibido e quando tem algum caso o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é acionado. 

Casos de abandono

Uma morado relata que os animais são abandonados por moradores e por pessoas que passam e deixam o animal na frente da Vila. “Acabo ajudando, procurando lar temporário, alguém para adotar, não tem como ver eles abandonados e não fazer nada. Mas me perguntava como esses animais chegaram aqui?”. 

“Já ouvi em conversas as pessoas contando que não sabiam o que iam fazer com os cachorros porque iam se mudar e não teriam como levar o animal. Elas falavam que é muito caro para fazer o transporte e burocrático”, ressalta a moradora.

Um caso que chamou atenção foi a do Lucky, que foi abandonado na Vila da Base Aérea. Quando foi levado na veterinária foi reconhecido. “A veterinária conhecia o Lucky antes de ser abandonado, aí ligou para a antiga dona informando que nós o achamos. Ela falou que tinha se mudado e não poderia levar ele e que desejava que essa família que o achou cuidasse dele”, contou Ida Fonseca. 

O caso foi denunciado e solicitado ao JD1 Notícias que fosse feita uma denúncia pública por meio da imprensa. 

Em alguns casos que encontrava animais perdidos na Vila, a moradora conta que na mesma rua que o cachorro ficou tinha uma casa que os moradores tinham acabado de se mudar. “Não dá para afirmar que são os moradores, mas são coincidências”. 

Outra moradora conta que o número de animais abandonados era maior e que vem diminuindo com o tempo, mas a época que mais são abandonados é no final do ano, que coincide com o período de transferências.

Outro caso que chamou a atenção da moradora foi do Negão. “Eu estava saindo da Vila quando vi o Negão, ele estava encostadinho na guarita e perguntei para o porteiro, ele contou que um carro passou e deixou ele. Então peguei ele e levei para um lar temporário”, conta a moradora. 

A segurança da Vila é vista pela moradora como um dos principais motivos de grande número de cachorros encontrados la. “Querendo ou não, lá é um lugar seguro, com pouco movimento de carro e as pessoas acabam deixando os animais la”, argumenta.