Se há um ditado que diz que “depois da tempestade” vem a bonança, para os moradores removidos da favela Cidade de Deus, depois da tempestade vem a desolação, a tristeza e a faxina. É o que conta a líder comunitária Edileuza, a More. Ela que idealizou a escolinha para atender as crianças, afirmou que não sabe mais o que fazer.

“É triste, não temos infra-estrutura, mas o mais triste ainda é ver a escolinha vazia. Não podemos mais nem pegar livros de doação, porque toda chuva vai acontecer a mesma coisa, vamos perder o pouco que temos”, conta ela.

As fotos mostram o “estrago” feito pela chuva desta quarta-feira (30) tanto no espaço que serve para receber as crianças, quanto nas ruas do loteamento do Jardim Canguru. “Depois da chuva, vem a tristeza e a limpeza”, lamenta ela.

As famílias transferidas da favela Cidade de Deus foram levadas para a prefeitura para quatro  loteamentos ditribuidos no Jardim Canguru, Bom Retiro, José Teruel Filho e Vespasiano Martins. No total foram 326 famílias distribuídas nos lotes e todo o processo gerou polêmicas envolvendo desde o despejo de idosos e solteiros, além de atrasos nas obras e bate-boca envolvendo secretários do prefeito Alcides Bernal (PP).