Mais uma irregularidade em postos de saúde foi apontada pelo MPE (Ministério Público Estadual). Dessa vez é na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas. A Promotora de Justiça Filomena Aparecida Depólito Fluminhan, titular da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública, propôs Ação Civil Pública com Pedido de Tutela Provisória de Urgência Antecipada contra o Município de Campo Grande (MS) devido à falta de equipamentos essenciais, médicos para pronto atendimento de pediatria nos turnos da manhã e tarde, e de profissionais de enfermagem na Unidade de Pronto Atendimento Moreninha III.

O problema, pelo jeito ficará para Marquinhos Trad, já que Bernal teria inaugurado a unidade sem as devidas condições necessárias para um bom atendimento.  O problema fica para o próximo prefeito, assim como o risco de multa diária de R$ 50 mil.

Isso porque, a promotora de justiça quer que a Prefeitura responda num prazo de dez dias relatório com todas as informações sobre equipamentos e profissionais contratados e no prazo de 30 dias regularize  o Pronto Atendimento Pediátrico, lotando e disponibilizando no mínimo de dois médicos pediatras para cada plantão garantindo atendimento pediátrico 24 horas todos os dias da semana incluídos feriados e pontos facultativos

Vale lembrar que o atendimento pediátrico tem sido aliás, recorrente no sistema municipal de saúde, com dias em que apenas uma única unidade de saúde tenha esse profissional atendendo.

Segundo as informações, com o fechamento do antigo Centro Regional de Saúde/CRS Moreninha III, a população que era atendida no CRS Moreninha III a ser atendida pela UPA, porém, como o serviço recentemente inaugurado tem sido objeto de reiteradas reclamações de usuários, inclusive noticiadas na mídia local, o Ministério Público Estadual instaurou o Inquérito Civil nº 06.2016.00000765-5, em 22 de junho deste ano, com o objetivo de apurar irregularidades decorrentes da não ativação de salas por falta de profissionais para atendimento no setor; falta ou insuficiência de equipamentos/mobiliários e de exames diagnósticos; falta/insuficiência de profissionais de enfermagem e de médicos; inexistência de médicos para o preenchimento de todos os turnos de atendimento pediátrico no local.

De acordo com o MPE, durante a vistoria técnica foi constatado que a UPA Moreninha III foi inaugurada sem a devida estrutura para o pronto atendimento 24 horas. Diversos problemas nas estruturas de atendimento de urgência/emergência e de exames diagnósticos foram verificados, bem como a falta de resolutividade nos atendimentos que são da competência da unidade de saúde classificada como Pronto Atendimento 24 Horas.

A vistoria apontou a falta de equipamentos/mobiliários, falta de profissionais de enfermagem, falta de médicos, além da absoluta inexistência de médico Pediatra para o Pronto Atendimento nos turnos matutino e vespertino (das 7h ás 19h), um problema que sempre é denunciado pelo JD1Notícias.