Os funcionários contratados pela Seleta e pela Omepe do asilo de idosos Casa de Abraão optaram por realizar trabalho voluntário no local para que a casa não feche as portas. Após o fim do convênio com a Prefeitura, a direção da ONG relata angústia com a situação, já que os idosos atendidos pela casa são completamente dependentes do serviço dos funcionários. 

Os 17 funcionários assinaram termo de declaração onde é especificado que não há renumeração ou qualquer tipo de benefício pelos serviços prestados. Os voluntários não deram um prazo para "término" do voluntariado.

A assistente social da ONG, Neli Corrêa, afirma que o clima é de desespero. "A gente tava esperando o juiz revogar a decisão ou o Executivo tomar alguma atitude. Mas de qualquer forma, estamos nessa angústia", disse. Neli afirma que ainda assim existe expectativa de que a solução seja resolvida. "Bernal falou que talvez até o fim do dia teríamos boas notícias, vamos ver".

Neli afirma que a maior preocupação da direção é com o fato dos idosos atendidos no local serem em sua maioria, completamente dependentes da ONG. "Muitos deles não têm família, alguns são cadeirantes, depentendes de grau 3, não tem quem cuide", afirmou.

A assistente social também rebateu críticas comumente feitas pela população de que os benefícios recebidos por cada idosos bastam para o tratamento."São 880 reais. Não dá pro sustento do idoso. Temos que comprar remédio, ter estrutura... tem idoso que precisa de alimentação por sonda, por exemplo, então o dinheiro é pouco, não temos condições", destacou.

Decisão afeta mais de 4 mil servidores

Nesta quinta-feira (15), o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da  2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais de Campo Grande, divulgou a decisão de demissão em massa. A ordem também prevê a multa de R$10 mil reais por pessoa que descumprir a decisão. Ao todo, são mais de 4,3 mil servidores terceirizados contratados pela Seleta e OMEP.