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Protetores têm dificuldade até com a polícia e interior é carente de ações
Formas alternativas de reslver o problemas estão sendo usadas
Muitos são as denúncias e poucas as soluções quando o assunto é maus tratos a animais, segundo a protetora Bruna Rajão. São inúmeras denúncias todos os dias na Capital e a polícia não consegue atender todos os casos. A situação é ainda mais complicada em cidades do interior do Estado.
Bruna explica que recebe diariamente várias denúncias sobre maus tratos, mas há muito tempo não recorre à delegacia especializada no assunto. “Nem chamo mais a polícia. Quando ligo as vezes vai, as vezes não vai. E muitas vezes quando vai acaba pegando o animal e levando para o CCZ. Então não adianta nada”, ressalta Bruna.
A protetora conta que muitos animais ao chegarem no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) são sacrificados, mas a quantidades de cachorros e gatos maltratados ou abandonados é tão grande o Centro já não está recebendo mais nenhum animal. “OCCZ não tá nem pegando porque tem muito”, diz.
No interior de mato Grosso do Sul a situação é ainda mais complicada. Segundo Bruna muitas Ongs (Organizações não governamentais) que trabalham com acolhimento de animais maltratados estão fechando por falta de recursos. “Conheço algumas meninas do interior que fecharam as ONGs porque não tem ajuda e são muitos casos de abandono”, salienta.
Como uma forma de tentar solucionar alguns problemas denunciados, Bruna conta que dá algumas orientações ao denunciante. “Já peguei casos que pessoa denuncia que tá acontecendo alguma coisa, mas na verdade não tá acontecendo nada. Então antes de postar no Facebook ou pedir ajuda eu converso com a pessoa, peço pra ela ir falar com o dono do animal, buscar informações para ter certeza que realmente estão havendo maus tratos”, explica.
A reportagem do JD1 Notícias entrou em contato com a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), mas não consegui falar com a delegada titular.
Detenção interior
Na manhã de sexta-feira (13) José Moreira de Souza, 35 anos, morador em Eldorado, distante 441 Km da Capital, foi detido pela polícia após matar o cachorro da família jogando ele várias vezes contra um pedaço de concreto. A crueldade foi tamanha que a esposa dele procurou a polícia para denunciar o caso.
O crime é previsto no código penal em seu artigo 32 que diz que “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A pena é detenção de três meses a um ano e multa e pode ser aumentada em até um terço caso o animal morra.