Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Larrea podem ir a júri popular. A informação é do Procurador-Geral de Justiça Paulo Cezar dos Passos que adiantou ao JD1 Notícias nesta sexta-feira (17) que os acusados de introduzir uma mangueira de ar no ânus do adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, provocando sua morte, podem responder por homicídio doloso.

Ainda de acordo com o procurador, o caso ficará aos cuidados da promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani, da 18ª Promotoria e que atua no Tribunal do Júri. O  promotor salienta ainda que com a atitude, Thiago e Willian assumiram o risco de morte.

O Procurador-Geral recebeu o caso no início do mês para tomar uma decisão sobre o conflito de atribuição já que pedido de prisão havia sido feito à 7ª Vara Criminal mas, apesar do caso ser investigado como crime de lesão corporal de natureza grave, o juiz  Marcelo Ivo de Oliveira entendeu que a situação deveria ser tratada como homicídio inicialmente tentado e agora consumado, em razão da morte da vítima.

Por outro lado, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri Carlos Alberto Garcete de almeida negou o pedido ao declarar que a competência para julgar não seria do Tribunal do Júri, mas da Vara Criminal. A decisão seria encaminhada para o TJMS, mas por causa da divergência apresentada pelos promotores que atuam na 7ª Vara Criminal e no Tribunal do Júri, Garcete suspendeu a negativa de competência e encaminhou para a Procuradoria-Geral de Justiça.

O caso estava com o promotor da 69ª Promotoria Luiz Antônio Freitas de Almeida que entende que trata de lesão corporal grave, mas promotora Lívia Bariani discordou das alegações do colega dizendo que o crime foi uma tentativa de homicídio com dolo eventual.

O crime

Wesner foi agredido com uma mangueira de alta pressão em um lava-jato onde trabalhava, na Vila Morumbi, na Capital. O crime, que ocorreu por volta das 10h da manhã, no dia 3 de fevereiro, envolveu o proprietário do lava-jato e um funcionário do local. O adolescente chegou a passar por cirurgia no mesmo dia na Santa Casa, mas perdeu metade do intestino grosso. Após 11 dias internado, Wesner morreu por choque hipovolêmico, que é a perda de grandes quantidades de sangue e líquidos, seguidos de uma parada cardiorrespiratória. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo durante 45 minutos, mas o adolescente não resistiu.

 

Matéria editada às 17h20 para acréscimo de informações.