Nesta terça-feira o Sindmed MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul ) divulgou uma nota de repúdio contra a Prefeitura Municipal de Campo Grande.  Na nota o sindicato destaca o déficit de profissionais, a falta de medicamentos nas unidades de saúde, apesar do anúncio de compra, e denuncia uma escala de plantões que não condiz com a realidade.

A nota inicia destacando que apesar da ampla divulgação por parte da prefeitura a respeito da reposição de medicamentos,nas prateleiras das unidades de saúde, na prática isso ainda não aconteceu. “Em recente publicação, a Secretaria de Saúde afirmou que 75% do estoque de medicamentos foi regularizado, porém a realidade é outra, as prateleiras continuam vazias e os principais remédios em falta” diz a nota.

Outro problema apontado pela nota são os salários da categoria, que segundo o sindicato, não é reajustado há mais de três anos. Em seguida nota de repúdio denuncia algo que já era comentado pela população que depende de atendimento em unidades de saúde pública, a real quantidade de médicos atendendo nas nos locais.

“Escalas médicas são divulgadas pela Secretaria de Saúde, porém não condizem com a realidade, os números não coincidem com o déficit de mais de 500 médicos, o que impossibilita o atendimento nas unidades. Faltam médicos, não há previsão de mais contratações e concurso público, a precariedade nas unidades de saúde, a baixa remuneração e outras adversidades têm contribuído para que os profissionais afastem-se do serviço público”, salienta. 

Por fim, o sindicato conclui destacando uma pesquisa do Datafolha onde aponta que o médico é o profissional de maior confiança e credibilidade entre os brasileiros, mas salienta que “infelizmente a falta de medicamentos, infraestrutura nos hospitais e postos de saúde, bem como a falta de uma boa gestão, impedem a obtenção de melhores resultados”.

Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) ressalta que, como a maioria da população, tem conhecimento dos problemas na saúde pública, mas que este não é algo enfrentando apenas pelo campo-grandense e  “tem trabalhado com extrema dedicação para melhorar e otimizar a gestão dos recursos disponíveis”.

Sobre a compra de medicamentos, apenas repetiu o que já havia divulgado, que foram adquiridos medicamentos que  corresponde a 75% da necessidade da rede pública de saúde e estes foram distribuídos entre as unidades da rede. A nota salienta ainda que um novo processo de compra já foi iniciado. 

A nota termina com uma observação a respeito do salário dos profissionais. Segundo a prefeitura o valor apontado pelo sindicato corresponde apenas aos salário base e que “tal remuneração é acrescida de outras verbas, tais como gratificações, produtividade e plantões realizados”. A Sesau não respondeu os questionamentos a respeito da escala de plantões.

 

 

Matéria editada às 17h23 para acréscimo de informações.