Na tarde desta sexta-feira (7) o desembargador Nicanor de Araújo Lima, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou que os trabalhadores da Solurb voltem imediatamente ao trabalho. De acordo com a decisão a paralisação deve ser notificada com 72 horas de antecedência no caso de serviços essenciais.

Além disso a TRT acatou a uma solicitação da Solurb. O desembargado determinou que seja devolvido para a Solurb R$ 4,935 milhões, paralisado na Caixa Econômica Federal, referente a ação movida pelo Steac (Sindicato do Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação em Mato Grosso do Sul) em 2015.

A ação foi movida pelo sindicato durante paralisação em 2015. Na época a justiça determinou que a Prefeitura depositasse mensalmente os valores em uma conta judicial. Esse dinheiro seria transferido pela Justiça para a Solurb.

Porém, o processo venceu em março e ontem a justiça chegou a exigir da Prefeitura uma conta para que pudesse devolver o dinheiro para a administração, mas na liminar desta sexta-feira a Solurb pediu que o valor fosse repassado para a empresa par que fosse efetuado o pagamento dos trabalhadores.

 

Entenda o caso

Em assembleia na manhã desta sexta-feira (7), os empregados da CG Solurb, que trabalham na coleta de lixo, varrição de ruas e no aterro sanitário de Campo Grande, decidiram paralisar as atividade por tempo indeterminado devido ao atraso do pagamento do vale-alimentação e do salário. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação - MS (STEAC-MS), Wilson Gomes da Costa relatou que o pagamento do vale-alimentação deveria ter sido realizado no dia 1º de abril, mas a empresa entrou em contato com o sindicato e pediu um prazo maior para o pagamento.

Wilson destacou nesta tarde que se o pagamento não fosse efetuado até as 19 horas de hoje a paralisação continuaria no fim de semana.