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Delegado da PF aponta "equívoco" na segurança de MS
Edgar Marcon criticou o fim do grupo de inteligência formado para investigar o crescimento e as práticas do PCC
Após inúmeros ações nos últimos meses atribuídas a a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), principalmente na região da fronteira, o ex-superintendente da PF (Polícia Federal) em Mato Grosso do Sul, delegado Edgar Paulo Marcon criticou o fim do grupo de inteligência formado para investigar o crescimento e as práticas da quadrilha.
Em conversa com a redação do JD1 Notícias, Marcon explicou que o grupo de inteligência era formado por policiais militares, civis e federais. Eram 18 homens altamente preparados trabalhando em conjunto em uma estrutura cedida pela Polícia Federal. “Acompanhávamos detalhadamente o crescimento e a atuação do PCC estado”, diz Edgar Marcon.
Porém em 2015 quando o delegado federal deixou a superintendência da PF para assumir função de adido na Embaixada do Brasil em Assunção, capital do Paraguai, imediatamente o grupo foi extinto, e o estado abriu mão dessa ferramenta barata e eficiente.
Ao ser informado que o grupo de inteligência chegou ao fim, mesmo após colher bons frutos, Edgar Marcon destacou que muita coisa poderia ter sido evitada se ele estivesse ativo. “Era algo que estava dando certo, não sei por que parou. Se ainda estivéssemos operantes poderíamos ter nos antecipado a muita coisa”, disse.
Entrevistado pelo JD1 Notícias em fevereiro e indagado sobre o grupo, o secretario José Carlos Barbosa afirmou que "algo muito melhor" estava por vir, nada semelhante se concretizou porém.