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Apae completa 50 anos de serviços na Capital
A entidade, que começou em 10 de junho de 1967, presta todos os serviços referentes à pessoa com deficiência
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Campo Grande completou neste sábado (10) seus 50 anos. A entidade, que começou em 10 de junho de 1967, presta todos os serviços referentes à pessoa com deficiência, de forma a abranger desde o pré-natal até a fase em que o indivíduo entra para o mercado de trabalho.
Para o presidente da instituição, Antônio José dos Santos Neto, ao longo dessas cinco décadas, várias pessoas passaram pela instituição, contribuindo para o seu desenvolvimento. “Cada um teve uma participação muito importante, contribuindo com seu trabalho, ideias, bom senso e assim ajudou a alcançar o objetivo maior que é o crescimento da APAE. Esse crescimento é construído dia a dia e graças a muito trabalho e dedicação”, disse.
Antônio José ainda destaca a estrutura da APAE de Campo Grande, com atendimentos da área da educação, assistência social, prevenção e reabilitação.
Cedeg
O Centro de Educação Especia Girassol (Cedeg) está localizado numa área de aproximadamente 22 mil metros quadrados, cuja escritura foi recebida em abril de 1975. A escola, oferecia “treinamento, escolarização e profissionalização”.
Outros serviços oferecidos pelo Ceged consistiam no diagnóstico, orientação e reabilitação, cujo enfoque não residia na aprendizagem acadêmica formal. Em dezembro de 1987 foi autorizado o funcionamento do ensino especial na APAE. Depois, entre 1980 e 2002, buscou-se a adequação à legislação educacional, contemplando a educação especial, com destaque para a manutenção do apoio e parceria com as escolas especiais.
Hoje, o Cedeg tem capacidade para 400 alunos e tem como objetivo favorecer o processo de ensino e aprendizagem da pessoa com deficiência intelectual associada ou não a outras deficiências e transtorno global de desenvolvimento, e também seu desenvolvimento global, pois acompanha os alunos desde a primeira infância até a idade adulta.
Além disso, a escola ainda conta com serviço de apoio educacional especializado, composto por profissionais das áreas de nutrição, atendimento médico, psicológico, assistência social e transporte.
Inclusão
Em parceria com as secretarias Estadual e Municipal de Educação, a APAE oferece atendimento pedagógico na modalidade de educação especial à educação precoce, educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e atendimento educacional especializado aos alunos que são da escolas regulares estaduais e municipais, mas precisam de apoio. Eles recebem atendimento de uma equipe multidisciplinar composta pro profissionais da área da educação, saúde e assistência social, que desenvolvem currículos adaptados, programas especiais e materiais didáticos específicos.
A instituição também prepara os alunos para o mercado de trabalho e tem parcerias com algumas empresas da capital, que empregam esses alunos. Hoje, 69 alunos estão no mercado de trabalho,distribuídos entre UFMS, Comper, JBS, Tribunal de Contas, Atacadão e Cinépolis.
CER
Em abril de 2011 foi criado o Centro Especializado em Reabilitação (CER), para dar assistência especializada em reabilitação, dispondo de avaliação, acompanhamento e tratamento de pessoas com deficiência física.
Contando com uma equipe multiprofissional de saúde, o CER atende pessoas com deficiência física e intelectual, além de servir como ponto de atenção ambulatorial especializado em reabilitação, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistida, sendo referência em medicina física e reabilitação.
Além disso, o CER é polo de qualificação profissional, pois desenvolve parcerias com instituições de ensino e pesquisa, contribuindo com a produção e avanço de conhecimento e na inovação tecnológica em reabilitação.
Críticas “atrapalham” comemoração
Na mesma semana em que festeja seus 50 anos, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Campo Grande também é alvo de crítca de mães de alunos, que foram na última quarta-feira (7) até a Assembleia Legislativa reclamar sobre o mau atendimento na unidade, falta de qualidade em próteses e cadeiras de rodas enviadas aos filhos, assim como exigir mais transparência em relação a destinação de recursos, advindos do poder público, por meio de convênios.
Um outro grupo de mães também foi a Assembleia, mas para defender a entidade da acusações, alegando que seus filhos são bem atendidos e assistidos.
Já o presidente da APAE/CG, Antônio José dos Santos Neto, informou que está à disposição para esclarecer qualquer dúvida sobre as críticas feitas a entidade e que todos os recursos destinados aparecem no Portal de Transparência dos órgãos públicos e que a instituição faz prestação de contas e auditoria anual, que são divulgados no site da APAE/CG.