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Sem pagamento, médicos da Santa Casa param amanhã
MPT pede deferimento imediato do pagamento de salários dos trabalhadores
Médicos da Santa Casa de Campo Grande decidiram parar as atividades a partir desta terça-feira (13). O motivo seria o recorrente atraso salarial e o não pagamento de horas extras. De acordo com o SinMed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) o indicativo de greve já estava aprovado desde a assembleia do dia 22 de maio.
O sindicato explica que na data ficou determinado que, se o salário não fosse depositado até o 5º dia útil, a categoria iria paralisar as atividades. Até o momento o pagamento não foi efetuado. Segundo dados do sindicato os 250 médicos contratados pelo regime da CLT e os 400 médicos autônomos paralisam a partir desta terça-feira por tempo indeterminado.
Isso comprometerá 70% dos atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas, bem como 30% dos atendimentos de urgência e emergência.
Par tentar evitar que a greve se inicie O MPT/MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) protocolou hoje pedido de julgamento imediato da causa envolvendo a regularização do pagamento de salários e de demais verbas dessa natureza devidos a todos os trabalhadores do hospital, o que inclui outros profissionais além dos médicos.
No requerimento protocolado junto à pela 3ª Vara do Trabalho, o procurador Paulo Douglas Almeida de Moraes sustenta que a antecipação de tutela, caso o julgamento imediato não seja possível, é necessária para evitar a paralisação por prazo indeterminado dos serviços de saúde pública, a contar dessa terça-feira (13).
Segundo o procurador, o recebimento das remunerações salariais pelo respectivo trabalho realizado é um direito constitucionalmente protegido “e que possui caráter alimentício, indispensável para a subsistência do trabalhador e ao atendimento de sua dignidade enquanto pessoa humana”.
Paulo Douglas considera legítimo o movimento grevista e teme que a decretação de ponto facultativo nos dias 12 e 14 de junho nas Unidades da Justiça do Trabalho de Campo Grande, Corumbá e Jardim possa adiar a solução do conflito e concorrer para prejuízos irreversíveis, podendo chegar ao ponto de a população de Campo Grande ficar sem Pronto Atendimento.