Desta vez os trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande não irão aderir à Greve Geral marcada para acontecer nesta sexta-feira (29). Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), cerca de 40 entidades já confirmaram presença na manifestação que acontecerá amanhã na praça Ari Coelho, a partir das 8h.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU), Demétrio Ferreira Freitas a decisão da não adesão à paralisação desta vez foi motivada principalmente pela preocupação com a população que depende do transporte coletivo.

“Nós já paramos duas vezes em um curto espaço de tempo pelo mesmo motivo e sabemos que isso causa transtornos à população. Tem muita gente que dependo do transporte. Por isso achamos melhor desta vez pararmos”, explica o presidente do STTCU.

Outro motivo seria uma multa que o sindicato deve no valor de R$ 770 mil por causa de uma paralisação em 1994. Sobre esta dívida, Demétrio conta  que só não foi quitada ainda porque no ofício encaminhado pelo juiz havia erro, mas a categoria já está se mobilizando para fazer o pagamento do valor.

Greve

A paralisação e é uma reação dos trabalhadores às reformas econômicas do governo de Michel Temer (PMDB) e é organizada por centrais sindicais de todo o país.

A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), estima que 95% das escolas paralisem as atividades. Professores e funcionários administrativos de escolas públicas do estado devem se unir na manifestação

O atendimento na maioria das agências bancárias de Campo Grande e região também será prejudicado. Segundo a assessoria do Sindicato dos Bancários, a categoria aderiu, mas depende de cada bancário decidir se abrem as agências para atender a população ou não.

O objetivo da paralisação nacional é chamar a atenção das autoridades sobre a insatisfação dos trabalhadores que são contra a Reforma Trabalhista.