Jornal de Domingo - Como começou a Revest Pedras?

Milton de Oliveira - Vim de São Paulo para Campo Grande em outubro de 1979, para realizar uma obra como colocador de mármores e granitos, juntamente com o meu amigo e grande parceiro Valci Garcia. Em abril de 1980 inauguramos a empresa Revest Pedras em sociedade com uma pessoa que foi fundamental na minha vida, o senhor José Carlos Tavares do Couto, mais conhecido no estado como Zeca Tavares, que na época era sócio-proprietário frigorífico Matel. Após nos conhecermos ele me propôs uma sociedade e isso foi fundamental nesse início. Talvez, sem a ajuda desta pessoa tão importante, nada disso teria acontecido. Por isso, acima de tudo sou e serei eternamente grato.

Jornal de Domingo - Como era a empresa assim que começou?

Milton de Oliveira – Era tudo muito simples. Eu vendia os produtos e tinha o pessoal que fazia instalação. Bem no começo eu mesmo carregava as pedras numa caminhonete usada. Naquela época a empresa ficava na Rua José Antônio 1107, onde hoje se encontra o Bahamas apart-hotel. Naquele lugar foi onde toda a nossa história começou. Em 1983, em função da construção de prédios residenciais na região, loquei um prédio na rua Euler de Azevedo, porque não cabia mais uma indústria ali. Em 1986, compramos esta área na rua General Paulo Xavier, aqui na saída pra Três Lagoas. 
Na época isso aqui ainda era uma fazenda, nem asfalto tinha. Na mesma época comprei ainda um terreno na rua Joaquim Murtinho, esquina com a rua dos Vendas, que até hoje pertence à empresa. Em 1986 nós construímos aqui a fábrica e o showroom na Joaquim Murtinho. Em 2013 fiz uma nova indústria e transferimos o showroom da Joaquim Murtinho para junto com a nossa indústria. Isto proporcionou um melhor atendimento in loco aos nossos clientes.

Jornal de Domingo - Quantos funcionários o senhor tinha?

Milton de Oliveira - No início da Revest, eu tinha cerca de oito funcionários. Para você ter uma ideia, hoje tenho 35 colaboradores. Mas, já chegamos a ter 40 funcionários, numa época em que nós trabalhávamos com pedras decorativas e estávamos participando da construção do Parque dos Poderes, lá pelo inicio dos anos 1980. Nessa época eu fazia o trabalho de execução e de instalação dos produtos vendidos. Ao longo do tempo a Revest foi se aperfeiçoando, treinando e qualificando a nossa equipe de colaboradores, hoje, com toda certeza dispomos de profissionais altamente qualificados, para realizar todos os tipos de projetos, elaborados pelos excelentes profissionais da arquitetura, engenharia e design de interiores que temos em nosso estado. 

Jornal de Domingo - De onde é a origem do material de vocês?

Milton de Oliveira – O maior produtor de mármores do mundo ainda é a Itália. Pela ordem é Itália, Espanha, Grécia e a linha de quartzo tem como grande referencia hoje a China. A China, nos últimos anos, tem se destacado na fabricação de superfícies de quartzos, com uma produção de muita qualidade. 

Jornal de Domingo - Fazendo uma análise de quando o senhor começou até hoje, quais as principais transformações tecnológicas?

Milton de Oliveira - Nossa!  Foi uma mudança muito radical. Na época, nossa empresa ainda era muito pequena, os trabalhos eram basicamente manuais, bem primitivos. Ao logo dos anos, não só no setor de rochas, mas tudo se modificou. O acesso a produtos de primeira linha tanto de maquinário quanto de mármores melhorou muito. Gosto de frisar que o Brasil teve uma era pré Collor  e pós Collor em todos os segmentos comerciais, principalmente pela abertura do Brasil para o mercado mundial, que ocorreu nesse período. Evidentemente que nossa dedicação e persistência permitiram um grande crescimento. 
Comparando o inicio com o que vivemos hoje, é algo incrível e surreal! Um menino como eu, que comecei lá atrás, nos anos 80, aos 20 anos de idade como colocador de mármores e granitos e chegar hoje onde me encontro é graças ao meu trabalho e de minha equipe, minha persistência, nossa dedicação, minha honestidade e o apoio fundamental da minha ex-esposa e dos nossos filhos. Foram fundamentais para que tudo isso viesse a acontecer.

Jornal de Domingo - Como é a sua relação com o mercado da construção civil?

Milton de Oliveira - A Revest Pedras é uma empresa que foca no cliente. Raramente participamos de obras de construtoras ou obras governamentais. Nosso foco realmente é o cliente final. A confiança depositada pelos arquitetos, engenheiros e designs de interiores a nossa empresa é fundamental para o nosso sucesso.

Jornal de Domingo - Você percebe que o seu cliente é mais exigente do que era em 1980?

Milton de Oliveira - Com certeza. Hoje o mercado é muito mais exigente em relação a acabamento e qualidade dos produtos. Além disso, o mercado de rochas ornamentais varia muito conforme a tendência, mas o cliente a cada ano está mais exigente, e os profissionais propõem cada vez mais projetos desafiadores. Isso nos da a possibilidade de diariamente aperfeiçoarmos o nosso trabalho cada vez mais. 

Jornal de Domingo - A crise que vivemos hoje no país afeta o mercado de rochas ornamentais?

Milton de Oliveira - Se eu te falar que não sentimos crise é até demagogia da minha parte, mas falo com propriedade que temos sentido muito pouco, porque sempre investimos muito em tecnologia e novos produtos, trazendo novas opções para o mercado. Eu raramente deixo de ir à alguma feira de rochas, seja no país ou no exterior. Procuro estar sempre antenado às novas tendências de mercado, trazendo para Campo Grande novas opções aos arquitetos, designs de interiores e engenheiros. Isso garante que sempre estamos em sintonia com as novidades do mercado mundial.

Jornal de Domingo - Quais são os maiores desafios e conquistas da Revest Pedras?

Milton de Oliveira - O nosso maior desafio é atender nossos clientes da melhor forma e a cada dia aperfeiçoar nosso trabalho, com mão de obra altamente qualificada. Cumprindo nossos prazos de entrega e oferecendo um atendimento personalizado. A maior conquista para nós é ter um público fiel. Tenho o maior orgulho de ter gerações de clientes. Hoje já atendemos netos de nossos clientes. Isso é maravilhoso! Para mim, é fruto de um dever cumprido, de credibilidade da nossa empresa. É muito gratificante e isso é motivo do nosso maior orgulho. Nossa empresa tem orgulho de fazer parte da história de Campo Grande e de Mato Grosso do sul. Temos orgulho de ser uma empresa sul-mato-grossense.
Aos nossos futuros clientes quero sempre salientar a importância de contratar um profissional para garantir que o seu sonho, o seu projeto, seja bem realizado.