As oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Campo Grande, que investiga irregularidades na concessão do serviço de táxi em Campo Grande, começaram na manhã desta segunda-feira (10), com apenas um dos quatro depoimentos. 

Três pessoas que seriam ouvidos apresentaram justificativa de ausência e serão intimados futuramente. Francisca Pereira dos Santos não pôde ser ouvida ontem, ela justificou sua ausência afirmando que está com a perna quebrada e tem dificuldades em se locomover. O casal Orocídio de Araújo e Maria Helena Juliace de Araújo, que também deveriam ser ouvidos nesta segunda-feira estava em viagem e por isso não compareceram. Eles serão ouvidos após o recesso parlamentar em oitiva agendada para 2 de agosto.

O primeiro a ser ouvido foi Elton Pereira de Matos, filho do já falecido Moacir Joaquim de Matos, dono da maior parte das permissões em Campo Grande. 

Durante seu depoimento, na condição de testemunha, Elton chegou a confirmar que a mãe, Francisca Pereira dos Santos, possui 15 alvarás em seu nome mesmo sem atuar na área. “Minha mãe é uma dona de casa. Meu pai abriu os alvarás no nome dela para que pudéssemos prosperar nos negócios”, afirmou Elton. 

Os alvarás foram repassados para dona Francisca após a alteração na lei em 1993 prevendo que as empresas poderiam ter apenas 15 permissões.

CPI

O vereador Odilon Oliveira explicou que a CPI foi criada para solucionar as dúvidas existentes em relação aos alvarás. “Estamos chamando os empresários para corroborar no objetivo da CPI que é avaliar a concentração de alvarás, no meu entender, sempre existiu uma dúvida da sociedade se existe uma concentração de alvarás, mas vejo a CPI com uma boa oportunidade de que não havendo erros que sepulte essa ideia de concentração. Nós não estamos aqui para perseguir ninguém", avaliou.