Para desarticular uma organização criminosa que fraudou o Fisco em cerca de R$ 350 milhões, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a segunda faze da Operação Labirinto de Creta. A quadrilha é investigada por sonegação fiscal, organização criminosa, falsidade ideológica, estelionato qualificado, fraudes previdenciárias e lavagem de dinheiro.
 
A PF cumpre 15 mandados de Busca e Apreensão em residências dos investigados e empresas ligadas e vinculadas à Organização Criminosa, nas cidades de Campo Grande e Terenos, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A Receita Federal e o Ministério Público Federal também participam da operação. 
 
De acordo com a PF, a Força Tarefa investiga Organizações Criminosas que se utilizam de empresas para a sonegação de altos valores, o não pagamento de obrigações previdenciárias e a burla a direitos trabalhistas de empregados. 
 
Focada no setor de frigoríficos, a operação deflagrada hoje mira em um grupo econômico que apresenta faturamentos elevados, porém com ausência ou inexatidões nas escriturações contábeis.
 
Segundo as investigações da PF, o crédito tributário era apurado, mas não era possível reaver os valores sonegados. Os bens adquiridos, frutos da sonegação fiscal, restavam “blindados” pelos reais proprietários, com a utilização de “laranjas” ou de empresas criadas para este fim.
 
A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2014 e investigou outro grupo empresarial, também do ramo frigorífico. Um empresário do ramo foi condenado a cinco anos e oito meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. 
 
A decisão proferida foi uma das primeiras onde a tipificação penal do crime de sonegação fiscal foi considerado como antecedente ao crime de lavagem dinheiro, fruto de modificação legislativa recente quanto aos delitos antecedentes para a configuração de crime de lavagem de capitais.
 
Operação Labirinto de Creta 
 
Tem origem na Mitologia Grega, fazendo-se referência a um labirinto que existia na cidade de Creta, com vários percursos intrincados, construídos com a intenção de desorientar quem os percorria e que abrigava o lendário Minotauro