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Considerado hediondo e bárbaro, morte de Kauan chocou a polícia
“Nós não acreditamos”, diz delegada sobre crueldade do crime
Estuprado até a morte, abusado depois de morto e esquartejado duas vezes. As características do crime que matou Kauan, de 9 anos, chocou até a polícia que investiga o crime. “Tudo que se mostrava, se mostrava surreal. Nós não conseguíamos acreditar”, disse a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), Aline Gonçalves Sinnott Lopes.
Dois meses após o desaparecimento e morte de Kauan, a Polícia Civil concluiu a investigação do crime e aguardam resultado dos exames para concluir o inquérito. Mesmo convivendo com casos de violência os delegados responsáveis pelo caso ficaram espantados com a crueldade do crime.
Kauan foi estuprado até a morte, depois de morto teve o corpo violentado por quatro adolescentes, que estavam sendo ameaçados, e foi esquartejado duas vezes.
Para o delegado titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Paulo Sérgio Lauretto, o crime que também chocou a sociedade poderia ser evitado. “Não estou apontando culpados, mas a morte de Kauan poderia ser evitada. Existe a omissão da sociedade”, argumentou.
A delegada Aline Sinnott ainda destacou que as vítimas de Deivid Almeida Lopes, de 38 anos, são crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza. “Estamos lidando com a miséria, com o esquecimento da sociedade”, apontou Sinnott.
Deivid responde a dois inquéritos um por abuso de crianças e adolescentes e o outro pela morte de Kauan. O acusado, no primeiro inquérito foi indiciado por estupro de vulnerável e exploração sexual. No caso do Kauan. Deivid será indiciado por estupro seguido de morte, ocultação de cadáver, corrupção de menores. Deivid também vai responder por possuir material pornográfico infantil.