Em represália a adesão ao aquartelamento por reajuste salarial, policiais militares do interior de Mato Grosso do Sul estão sendo ameaçados, é o que denuncia o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul (ACS PMBM/MS), Edmar Soares da Silva. “Estão ameaçando policiais militares que aderiram à reivindicação”, revela. 

Os policiais militares e bombeiros de várias cidades do Estado decidiram, em assembleia, realizar um aquartelamento de 24h das tropas nesta sexta-feira (1°), para reivindicar o reajuste salarial igualado ao percentual oferecido à Polícia Civil, de 7%. 

“O governo não cumpriu com o compromisso firmado com a categoria, há um tratamento desigual da segurança no Estado, ele não tem palavra. Queremos o mesmo tratamento do Polícia Civil”, destacou Edmar. 

O presidente da ACS PMBM/MS ainda falou do descaso do governo com a categoria. “Há 90 dias nós estávamos cedendo as nossas reivindicações em negociações, mas nem assim o  governo cumpriu o compromisso”, afirmou.

Sem direito a greve, o aquartelamento é a alternativa para reivindicações dos militares. Os policiais e bombeiros vão ao trabalho, mas permanecem nos quartéis. Os militares matem apenas os serviços de urgência. 

De acordo com o presidente da ACS PMBM/MS, 80% do efetivo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros aderiu ao aquartelamento. “A reivindicação acontece nas principais regionais do Estado”, explica.