Foi realizada na tarde de quarta-feira (06) a 2ª audiência sobre o caso do espancamento do jovem Samuel Acosta Gomes, de 19 anos, por quatro jovens depois de um desentendimento nas ruas da capital.

Ao todo foram chamadas para depor 21 testemunhas do caso, foram ouvidas sete testemunhas de defesa e os quatro réus foram interrogados. As outras testemunhas foram dispensadas pelas defesas ou desistiram de depor. 

Segundo a denúncia, Samuel foi agredido por Jhonny Celestino Holsback Belluzzo, de 19 anos e seus amigos Alessandro Ronaldo Mosca Junior, de 21 anos e José Guilherme do Carmo, além da participação de Eduardo de Paula Mendonça Filho, 23 anos, que teria dado uma carona a Jhonny em seu carro até onde a vítima estava. 

Todos os jovens estavam numa festa de aniversário regada a muita bebida alcoólica. Em determinado momento, Jhonny foi informado de que um rapaz estava urinando em seu veículo e também no veículo de José Guilherme.

Então que o grupo de amigos, além de outros presentes na festa, foram até onde a vítima estava, a algumas quadras do local da festa e a confusão começou.

As imagens do jovem sendo agredido foram gravadas e viralizaram nas redes sociais. Os três jovens que participaram da briga são acusados de tentativa de homicídio qualificado, enquanto o rapaz que deu carona é acusado de tentativa de homicídio simples. 

Em seus depoimentos, todos afirmaram que não pretendiam matar a vítima e que se arrependeram do ocorrido. Alessandro Ronaldo chegou a dizer que havia bebido muito e que a intenção deles era apenas "dar uma lição" em Samuel. Já Jhonny disse que apenas tinha consumido energético, enquanto José Guilherme disse que, apesar de beber, naquela noite estava tomando medicação e não tinha ingerido bebida alcoólica. 

Eles também afirmaram que todos estavam indignados pelo fato de Samuel, sem razão, ter urinado no veículo deles e que pretendiam perguntar por que tinha feito aquilo, mas, no decorrer da situação, perderam o controle e partiram para a briga. 

Todos disseram que esta é a primeira vez que respondem a um processo criminal e que a vítima não teria ficado desacordada, tampouco sangrando e que minutos depois se levantou sem ajuda e foi embora. 

Defesa e acusação fizeram diversas perguntas, assim como o juiz titular da vara, Carlos Alberto Garcete de Almeida. O magistrado deu por encerrada esta fase de instrução criminal e agora abrirá prazo para as alegações finais para então decidir se os acusados serão levados a júri popular ou não. Os quatro acusados respondem ao processo em liberdade. 

O Crime

Um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais mostra um jovem sendo espancado por outros jovens até desmaiar. O motivo? Ter urinado no carro de uma deles. O caso aconteceu no dia 18 de setembro na Vila Jacy, em Campo Grande, mas o vídeo só foi divulgado nesta terça-feira dia 04 de outubro.

Nas imagens dois jovens aparecem espancando outro rapaz com socos e chutes por todo o corpo, principalmente na cabeça. É possível ouvir gritos de pessoas que presenciavam as agressões. Um deles pede para que os autores parem, mas não é atendido. As agressões só cessam quando um dos autores aplica na vítima um golpe conhecido como “mata leão” e o deixa desacordado.

De acordo com o delegado Fabiano Nagata, da 1ª DP (Delegacia de Polícia), responsável pelo caso na época, a polícia tomou conhecimento do vídeo no dia 20 de setembro, dois dias após a confusão, e então começaram a fazer buscas pelos autores. “Nós vimos às imagens e por causa da gravidade fomos atrás e no mesmo dia já identificamos os autores”, conta o delegado.

Arrependimento

Mas tarde Jhonny Holsback gravou um vídeo e enviou para a TV Morena, na gravação ele dizia estar arrependido de ter agredido um jovem até o mesmo desmaiar. Dizia ainda havia que trancado a matrícula na faculdade, saído do emprego e não saia mais de casa por medo, já que ele e a família estavam recebendo ameaças "de todo o canto da cidade".

Veja o vídeo: