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Em greve, funcionários dos Correios pedem apoio da ALMS
“A paralisação atingiu 42 municípios do Estado", diz presidente do sindicato
Funcionários dos Correios de Mato Grosso do Sul estão em greve como forma de pressionar a direção da empresa a conceder reajuste salarial de 8%. Na sessão desta quarta-feira (27), a presidente do Sindicato Estadual dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos (SINDECT-MS), Elaine Regina de Souza Oliveira, pediu apoio da Assembleia Legislativa no sentido de unir forças com a bancada federal em favor da reivindicação. Ela ocupou a tribuna a convite do deputado Pedro Kemp (PT).
Mato Grosso do Sul possui 105 agências e 1.5 mil funcionários. “A paralisação atingiu 42 municípios do Estado. Infelizmente, a direção da empresa não quer dialogar, o que nos obriga a estender a greve. Precisamos da ajuda dos deputados estaduais, deputados federais e senadores para que sejam retomadas as negociações paradas desde 6 de agosto”, afirmou a sindicalista. Hoje, o salário base é de R$ 1.613,44.
Ainda segundo Elaine, a administração da estatal propôs retirar e alterar várias cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, como a diminuição do vale alimentação. Entre os motivos da greve também está a ameaça de demissão e de privatização. “Desde o ano passado, foram fechadas 11 agências em Mato Grosso do Sul. Estão sucateando a empresa. Não podemos permitir a privatização dos Correios, que é patrimônio da população brasileira, presente em mais de cinco mil municípios do país”, falou.
Como forma de redução de custos, em 2016 a empresa implantou o Programa de Demissão Incentivada, com a adesão de 5,5 mil servidores. Já em março deste ano, anunciou o fechamento de 250 agências em todo o Brasil. Conforme a estatal, a despesa com o plano de saúde dos funcionários é responsável pela maior parte do déficit registrado nos últimos anos.
Os deputados Pedro Kemp (PT), Dr. Paulo Siufi (PMDB), João Grandão (PT), Herculano Borges (SD), Amarildo Cruz (PT) e Lidio Lopes (PEN) manifestaram apoio à categoria.