A Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), por meio do núcleo de  atendimento às pessoas com deficiência da Funsat, realizou nesta sexta-feira (29),  no auditório do Creci,  a 4ª edição do  “Dia D” – Dia da Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência (PcD) e dos beneficiários reabilitados do INSS.

O objetivo do evento é aproximar ou reaproximar os recursos humanos e gestão de pessoas e através do portal “Mais Emprego Brasil”, fidelizar um compromisso real de gestão participativa, onde todos que compõem o Sine Municipal possam estar empenhados na garantia da oportunidades de trabalho para as Pessoas com Deficiência.

Durante o debate, o Prefeito Marquinhos Trad falou sobre a importância do assunto de inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Estamos fazendo uma gestão de envolvimento em todos os setores e secretarias, trazendo a sociedade como ator, atriz principal. Criamos a Coordenadoria da Pessoa com Deficiência que, por meio do David Marques, está executando diversas ações para pessoas com deficiência”, destacou.

Com a Lei 8.213 de 1991, denominada Lei de Cotas, a obrigatoriedade da contratação de pessoas com deficiência e reabilitados foi estendida às empresas privadas com cem ou mais empregados no percentual de 2% a 5%. Essa legislação não é mais que a tradução dos dispositivos constitucionais que dispõem sobre a função social da propriedade na valorização do trabalho humano, na colaboração para a redução das desigualdades sociais e busca do pleno emprego, como também o empoderamento da Pessoa com Deficiência.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei 13. 146, de 6 de julho de 2015 – não deixa margem de dúvida de que a responsabilidade pela efetivação dos direitos referentes ao trabalho, profissionalização e acessibilidade é um dever do Estado, da sociedade e da família (art. 8o).

Em sua fala, o diretor-presidente da Funsat, Cleiton Franco, frisou que em Campo Grande, a estimativa da população na data de 01 de julho, é de 874.210 habitantes, destes, 189.353 com deficiência, número que teve um acréscimo nos últimos sete anos. “Estamos mostrando que até mesmo aquelas pessoas que eventualmente não estejam qualificadas para o exercício das funções existentes nas empresas, podem ser habilitadas, sem ônus adicional para as empresas, por meio da aprendizagem profissional prevista na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – e sem dúvida, tem-se pela frente um imenso desafio de retirar milhares de pessoas com deficiência da equação de pobreza e exclusão social”, concluiu Cleiton Franco.