Foram retomadas as obras de implantação do braço norte do macroanel rodoviário, um trecho de 24 quilômetros que vai ligar as saídas de Cuiabá (pela BR-163) e Rochedo (MS-080).

Será possível chegar às saídas para Corumbá (BR-262), Sidrolândia (BR-060) e ter uma alternativa ao anel rodoviário  para chegar a saída para São Paulo e região sul do Estado (BR-163).  Serão investidos quase R$ 13 milhões, recursos no DNIT,  neste trecho do macroanel  iniciado há seis anos.

Nesta quinta-feira (19), parte do tráfego pesado, formado por caminhões e carretas carregados de grãos e insumos agrícolas (defensivos, calcário), passa por vias urbanas como as avenidas Cônsul Assaf Trad, Mascarenhas de Moraes e Euller Azevedo, o que aumenta o risco de acidentes e reduz a durabilidade do  pavimento. Também ficará mais fácil o acesso às empresas instaladas no Distrito Industrial de Indubrasil e no Polo Empresarial Oeste.

A expectativa é de que este braço do macroanel, com obras interrompidas desde o ano passado, fique pronto em um ano, com previsão de serem investidos  R$ 12,9 milhões, recursos do DNIT (Departamento Nacional Infraestrutura de Transporte), alocados  em um convênio de 2012 e que foi prorrogado até maio de 2018.

Já foram removidas e realinhadas as cercas de sete hectares de últimas duas propriedades, com faixa de terra no traçado projetado do anel, que foram desapropriadas. O trecho final da pista foi aberto. Equipes da empreiteira estão trabalhando na implantação de dois colchões de drenagem, em um local onde foram identificadas nascentes de água.

Desde segunda-feira (16) as equipes da empreiteira trabalham na  construção de um colchão de drenagem feito de pedra com 200 metros de extensão e um metro de altura. Está prevista uma segunda estrutura do mesmo tamanho. Estes “colchões” servirão para escoar a água de duas nascentes que sairão por dois drenos laterais. Isto evitará que a água aflore, derrube o aterro e abra uma erosão na futura pista.

Entraves

Para que a obra fosse retomada, a prefeitura teve que resolver várias pendências: prorrogou por mais um ano o convênio que venceu em maio, incluiu estas obras de drenagem não previstas originalmente, além de  ter promovido  mudanças no projeto da rotatória planejada para a MS-080, que precisou ser alterado para se adequar a duplicação da rodovia neste trecho em andamento. A pavimentação da MS-010 (para Rochedinho) gerou a necessidade de uma rotatória no trecho  em que o anel cruza com a rodovia.

Estas obras adicionais exigiram reprogramação financeira, aprovada pelo DNIT, que autorizou um aditivo financeiro de R$ 3.776.00,00, incluindo  reajuste contratual (as planilhas estavam defasadas) e custeio destas obras adicionais.

No trecho final do braço norte do macroanel também está prevista uma rotatória de acesso à BR-163, mas a concessionária que administra a rodovia federal estuda construir um viaduto no local.

 Homologação

Só no final do mês de julho foi homologado o acordo judicial para o pagamento das indenizações e com isto foi concluída a desapropriação de das últimas duas áreas (uma de 1,2 hectares e outra de seis hectares) com trechos no traçado do macroanel.

O trecho norte  do macroanel foi iniciado em 2011, orçado  em R$ 29,2 milhões e tem 24 quilômetros e duas pontes.  Mais de 68% da obra já está concluída. O traçado planejado atravessa 180 hectares distribuídos em 46 propriedades. Houve acordo sobre indenização com  29 proprietários. Das 17 negociações levadas à Justiça, o Judiciário concedeu 15 liminares e garantiu a emissão em favor do município.

 Andamento das obras

Conforme o relatório do engenheiro fiscal da obra, 87,30% da terraplanagem já foi feita; 63,55% da pavimentação e 72,97% da drenagem, além de terem sido concluídas as duas pontes planejadas (sobre os córregos Botas e Ceroula).

Do valor total previsto para investimento, R$ 26.440.565,17 são de responsabilidade da União, enquanto o município entra com a contrapartida de R$ 2.827.949,02, basicamente destinada as despesas com desapropriações.