Sem novidades, fazendeiros seguem presos há quase um mês e defesa aguarda decisão da justiça. Os cinco ruralistas estavam envolvidos no ataque a indígenas que resultou na morte deu um índio em julho do ano passado na fazenda Yvu, em Caraapó – a 277 km de Campo Grande.  

Depois de uma revogação de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), a justiça determinou a prisão preventiva de Nelson Buainain Filho, Jesus Camacho, Virgílio Mettifogo, Dionei Guedin e Eduardo Yoshio Tomanaga se entregaram no dia 28 de setembro, que se entregaram no dia 28 do mês passado. 

De acordo com o advogado, Gustavo Passarelli, defensor de Nelson Buainain e Virgílio Mettfogo, ela aguarda decisão da justiça sobre a prisão dos seus clientes. “Estamos aguardando a justiça, ainda não existem novidades e eles seguem presos assim como os outros três fazendeiros”, disse.

Os ruralistas estão presos na penitenciária de Dourados – a 229 km de Campo Grande. 

Ataque

No dia 12 de junho de 2016, indígenas da etnia Guarani-Kaiowá ocuparam a Fazenda Yvu, em Caarapó (MS). No dia seguinte, agentes da Polícia Federal foram notificados por fazendeiros que os levaram até o local. 
No dia 14 de junho, os proprietários rurais e cerca de 200 fazendeiros, munidas de armas de fogo e rojões, se organizaram para expulsar os índios à força do local. De acordo com testemunhas, foram mais de 40 caminhonetes que cercaram os indígenas, com auxílio de uma pá carregadeira, e começaram a disparar em direção à comunidade. No ataque, oito ficaram feridos e Clodioude Aquileu Rodrigues morreu. 

Em agosto do ano passado os cinco fazendeiros foram presos e são acusados dos crimes de constituição de milícia privada, homicídio, lesão corporal e dano qualificado.