Cerca de 100 motoristas de aplicativos de mobilidade urbana de Campo Grande estão em Brasília nesta terça-feira (31) para acompanhar a votação do Projeto de Lei (PL) 28/2017, no Senado Federal. Os motoristas de aplicativo são contra a regulamentação do serviço de mobilidade. 

“Milhares de motoristas de aplicativos de todo o Brasil estão no Senado para acompanhar a votação. De Mato Grosso do Sul lotamos dois ônibus com cerca de 100 motoristas. Aqui tem motoristas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, do Brasil interior. Estado em clima de Copa do Mundo para acompanhar a decisão do Senado”, descreveu o presidente da Associação de Aplicativos de Mobilidade Urbana, Wellington Dias. 

Regulamentação

O texto que tramita em regime de urgência pode deixar mais rígidas as regras para serviços de apps de transporte individual. Para o presidente da Associação dos Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul, Paulo Pinheiros, a regulamentação é importante, mas “é preciso bom senso”. 

“Não somos o PL. A regulamentação é importante para garantir segurança e estabilidade aos motoristas, queremos apenas algumas alterações para garantir oportunidade de trabalho”, destacou Paulo.

O presidente da Associação citou o parágrafo do projeto que prevê a inclusão da placa vermelha nos motoristas de aplicativos de mobilidade urbana. “Isso iria dificultar o cadastros de novos motoristas, ficaríamos dependentes de órgãos reguladores e a maioria dos motoristas não poderia mais trabalhar. Se for aprovado, será um retrocesso”, explicou Pinheiro. 

Manifestação

Cerca de 350 motoristas fizeram uma carreata na manhã de segunda-feira (30) nas ruas de Campo Grande. A mobilização faz parte de um ato nacional, que aconteceu em mais de 80 cidades brasileiras.

Nesta terça-feira (31), os motoristas de aplicativos reduziram a operação como manifestação contra a votação. “Hoje os aplicativos não estão 100% em operação, motoristas que dependem dessa renda continuam, mas estão operando oscilando para pessoas notarem a importância”, afirmou Paulo.