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Empresas de MS enviam medicamentos para tratar animais feridos no incêndio da Chapada dos Veadeiros
Elas se uniram para colaborar com recuperação de animais feridos na tragédia ambiental
Há cerca de 20 dias, um incêndio de grandes proporções atingiu a reserva da Chapada dos Veadeiros, em Goiás (GO). Uma verdadeira força-tarefa foi criada com profissionais de vários segmentos para ajudar no combate ao fogo e resgate dos animais feridos ou assustados com as chamas, que já devastaram 64 mil hectares, o equivalente a 25% de toda a área da reserva, segundo informações da mídia nacional.
De Mato Grosso do Sul, a ajuda partiu de duas empresas voluntárias, a Florais Pantanal e Cerrado, de responsabilidade da veterinária homeopata Heloísa Fernandes e pela SIGO Homeopatia Veterinária, que nesta quarta-feira (1º) enviaram lote de medicamentos para as equipes de resgate para o trato dos animais.
“Muitos animais estão abalados e traumatizados física e psicologicamente com a situação, por isso vamos enviar o TraumaSigo, para o trato desse trauma causado pelo estresse e ferimentos”, explica a médica veterinária e diretora da SIGO Homeopatia, Mônica Souza.
A médica veterinária homeopata Heloísa Fernandes, foi quem teve contato com as equipes de resgate e buscou maneiras de auxiliar os animais feridos.
Tragédia de Mariana – Essa não é a primeira vez que a indústria sul-mato-grossense SIGO colabora na recuperação de animais vítimas de catástrofes. Em 2015, quando o município mineiro de Mariana foi atingido pela maior tragédia ambiental registrada no Brasil, além de matar e desabrigar milhares de pessoas, os animais também sofreram, muitos foram resgatados doentes e feridos por grupos de voluntários, que precisavam de ajuda para tratar os mais de 600 animais recolhidos à época, de acordo com informações divulgadas na época pelo Estadão.
Cães, gatos, cavalos, galinhas, patos, porcos e até mesmo bois foram resgatados e, diante de tantas notícias sobre a necessidade de ajuda, a doutora em homeopatia, Leoni Bonami, que mora em São Paulo, decidiu mobilizar voluntários que pudessem ajudar.
“Fiz contato com a Mônica, diretora da SIGO pedindo que ajudasse com essa situação. Já conhecia seu trabalho com a homeopatia tanto veterinária, como para o trato de solo em geral, como pastos. Pensei que poderíamos ao menos atuar na recuperação de trechos da cidade. Foram encontrados muitos metais pesados na lama tóxica que se espalhou e a homeopatia poderia colaborar no controle”, relata Leoni.
Além do tratamento em parte do solo, que colabora para a recuperação da área e para a saúde de toda comunidade, os animais receberam atenção com homeopatia voltada pós-trauma e imunidade. Devido a umidade e infestação de mosquitos, houve risco de epidemia de leishmaniose.
“Na área endêmica havia risco grande de leishmaniose e enviamos lotes de produtos específicos para garantir o controle por meio do aumento da imunidade dos cães, os resultados foram positivos e muitos animais já foram adotados e os que não conseguiram um lar os próprios voluntários estão cuidando”, comenta.
Para a médica veterinária e diretora da SIGO Homeopatia Veterinária, o essencial é que cada um faça sua parte para amenizar os impactos sociais e ambientais das tragédias que muitas vezes atingem cidades ou regiões inteiras.
“Nós podemos ajudar por meio da homeopatia, mas o esforço precisa ser grande, há pessoas trabalhando na área e vítimas que precisam de ajuda de todos os setores, não só do poder público, mas também da iniciativa privada. É importante a mobilização coletiva”, finaliza a diretora Mônica Souza.