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Com primeira coleta de órgãos Hospital da Cassems pode se tornar referência
Foi realizada na quinta-feira (9) a primeira coleta de órgãos do hospital da Capital
O Hospital da Cassems de Campo Grande completou um ano e já está realizando procedimentos médicos diferenciais, foi realizada na quinta-feira (9) a primeira coleta de órgãos do hospital, o que podem em no futuro tornar o hospital um centro de referência para transplante e coleta de órgãos.
A diretora técnica do Hospital Cassems de Campo Grande, Priscilla Alexandrino, destacou que esse procedimento pode abrir portas para Campo Grande e Mato Grosso do Sul. “Esse procedimento realizado no Hospital da Cassems abre portas para que mais transplantes sejam realizados aqui na Capital e em todo o Estado. Outros hospitais da Capital já realizam esse procedimento, mas agora com mais um centro de captação de órgãos no Estado isso pode sem dúvida abrir portas para que mais procedimentos aconteçam”.
A equipe médica responsável pelo procedimento chegou em Campo Grande na madrugada desta quinta-feira (9) e veio de Brasília. A cirurgia, que coletou os rins, fígado e córneas da doadora, teve uma duração média de quatro horas. Segundo Priscilla os médicos da Cassems estão aptos para realizar o procedimento, mas no caso de alguns órgãos é necessário o apoio de uma equipe nacional da rede Cassems.
Uma força tarefa foi montada para que o procedimento de captação dos órgãos fosse realizado. Ao saber da possibilidade de uma possível doadora, as equipes do hospital se mobilizaram durante toda quarta-feira (8) para viabilizar o processo de doação. Em um primeiro momento, médicos e assistentes sociais conversaram com a família que, prontamente, autorizou a realização do procedimento. Em seguida, começou uma corrida contra o tempo para solucionar, com rapidez, as questões burocráticas.
Com a ajuda da Organização de Procura de Órgãos de Mato Grosso do Sul (OPO) foi possível agilizar todo o processo, fazer a ponte entre o hospital e a Central de Transplante Estadual e definir quais órgãos seriam captados e para quais locais eles seriam direcionados. Duas equipes médicas foram acionadas: uma de Brasília e outra de Campo Grande. Rins, fígado e córneas salvarão as vidas de outras pessoas que aguardam na fila do transplante pela oportunidade de um recomeço.
De acordo com o diretor de Unidades Hospitalares da Cassems, Flávio Stival, essa é uma cultura que será disseminada na rede de hospitais da Cassems. “Esse processo já começou a ser feito pela unidade de Nova Andradina, onde as equipes da OPO e da Central de Transplantes do estado estiveram presentes, fazendo palestras e orientando nossos colaboradores sobre a importância da doação de órgãos para salvar vidas”, revela Stival.
O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, reforça que a rede hospitalar da Cassems está preparada para realizar esses procedimentos em pelo menos três hospitais que possuem centro de tratamento intensivo. “Isso é um reflexo dos investimentos em tecnologia e recursos humanos que têm sido feitos pela Cassems e da percepção das nossas equipes no sentido de ampliar as opções dos cuidados em saúde”.