Após receber denúncia e comprovar o uso irregular de um veículo de brigada de incêndio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Mato Grosso do Sul, o Órgão irá rever o contrato com a aldeia indígena Alves de Barros, em Porto Murtinho, cidade a 454 km de Campo Grande. 

Segundo o superintendente do Ibama, Dorival Betini, o veículo era usado por uma equipe de brigadistas indígenas. “Por ser uma região de reincidência de queimada, nós temos uma equipe de brigadistas, contratada temporariamente, que é composta e coordenada por indígenas”, explicou.

O contrato temporário da brigada de incêndio termina no dia 30 de novembro. “Com o uso irregular, o Ibama vai rever os contratos com os brigadistras, vamos suspender a renovação. Com isso quem vai sair perdendo é a comunidade”, lamenta o superintendente. 

Uma imagem, compartilhada em redes sociais, mostra o carro sendo usado para transportar pessoas. “A utilização do veículo é restrita para o combate de fogo. Eu não admito que um veículo oficial seja usado de forma irregular”, ressaltou Betini.

O superintendente ainda afirmou que o motorista responsável pelo carro irá responder pelo uso irregular. “Ele tirou o veículo da função e vai responder por isso”, disse. Uma equipe do Ibama foi enviada até o local para recuperar o veículo. 

A redação do JD1 Notícia tentou entrar em contato com a Fundação Nacional do Índio (Funai), mas até o fechamento desta matéria não conseguiu. 

Denúncia

De acordo com denúncias de um grupo de produtores rurais, o veículo do Ibama foi usado pelos indígenas para entrar em fazendas da região.