Nos primeiros 11 meses de 2017, o número de novos casos de HIV/AIDS cresceu 45,3% em Mato Grosso do Sul, segundo Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan). A quantidade de casos saltou de 1.027 para 1.493.

Apesar do número de casos ter aumentado, tanto na manifestação da doença (Aids), quanto na infestação do vírus (HIV), houve redução (32,3%) na quantidade de óbitos na comparação entre os dois anos.

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que haja no Brasil 827 mil pessoas portadoras do HIV, sendo que 372 mil estão em tratamento e aproximadamente 112 mil vivem com o HIV, mas ainda não sabem. A maior concentração de infectados estão na faixa etária de 20 a 24 anos com média de 33,1 casos para cada 100 mil habitantes. Já na faixa etária entre 15 e 19 anos, a média é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes.

A gerente técnica do programa estadual Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids (IST), Daniele Martins Tebet, explica que o diagnóstico e a adesão precoce ao tratamento foram os responsáveis diretos por esses números positivos. “A redução foi de 95 óbitos, em 2016, para 64 óbitos, até 29 de novembro de 2017”, afirma.

Dezembro Vermelho

O dia 1º de dezembro se tornou o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS após decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas.

A data tem o objetivo de reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. Com o passar do tempo e o crescimento do número de casos, foi instituída como uma oportunidade de se trabalhar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do HIV/AIDS com a população.