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"Meu trabalho me credencia", diz Miglioli sobre Senado
Entrevista com secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli
JD1- Qual o maior foco de sua secretaria?
Marcelo Miglioli – Na secretaria de infraestrutura houve uma alteração bastante importante com a eleição do governador Reinaldo Azambuja. Antes era Seop, Secretaria de Obras onde havia somente a Agesul. Ele transformou ela na SEINTRHA e trouxe para dentro da secretaria a Sanesul e a MS Gás e agora no segundo ajuste administrativo que ele fez, trouxe a AGEHAD. Qual o foco da secretaria e porque da junção das empresas? A secretaria é responsável pela gestão de toda a parte de infraestrutura do governo de Mato Grosso do Sul, pegando gás, saneamento, infraestrutura e agora habitação. Isso faz com que tenhamos um controle maior da interligação entre as obras, ou seja, a obra de saneamento vai “casada” com a obra de pavimentação e isso melhora qualidade das obras e a otimização dos recursos.
JD1 - O Fundersul é o maior financiador de investimentos hoje?
Marcelo Miglioli – Na questão de infraestrutura praticamente 100% Fundersul. Em função da dificuldade financeira, nós trabalhamos nesses três anos basicamente com o Fundersul, que é responsável por todas as obras de infraestrutura, seja ponte, pavimentação urbana, seja pavimentação rodoviária, restauração de pavimento, implantação de rodovias não pavimentadas. Nós fizemos uma gestão muito forte em cima do Fundersul no sentido de economizar e procurar gastar bem o recurso e Fundersul realmente é uma fonte de recurso que propicia ao Estado pode fazer todos os investimentos que estão sendo feitos. Na área de saneamento nós temos uma boa quantidade de recurso federal e temos a contrapartida que é através da Sanesul que é a empresa de saneamento nossa. O Fundersul deve fechar o ano com algo em torno de R$ 400 milhões a R$450 milhões para o estado. Da arrecadação do Fundersul 25% é retido e disponibilizado para os municípios, nós ficamos com 75% da arrecadação.
JD1 - MS tem pouca articulação hoje em Brasília em busca de investimentos e convênios?
Marcelo Miglioli – Nós temos uma excelente articulação. O governador Reinaldo Azambuja tem uma relação muito boa com o Governo Federal. Nós temos uma relação muito boa e institucional com toda a bancada federal, tanto que nós fizemos uma parceria com a bancada, com os deputados, na questão de emendas parlamentares para pavimentação urbana, que foi aquela parceria onde o parlamentar coloca um real, o governo do estado coloca um real também através do Fundersul, Isso propiciou um volume de investimentos substancial para os municípios. A dificuldade é que nós pegamos a gestão no pior momento de crise da história do país. Então realmente nós estamos tendo muita dificuldade de recursos federais, face a essa dificuldade financeira que nós vivemos. Por exemplo, foi feito um convênio com o Governo Federal da Defesa Civil para a reconstrução de algumas pontes de concreto. Nós praticamente já executamos todas as pontes, já pagamos todas as pontes com o recurso do Fundersul, porque eu tinha que resolver o problema dos municípios, e ainda não tivemos ressarcimento do Governo Federal. Nós terminamos o lote 3 da Sul Fronteira de Aral Moreira, aportando recurso do Fundersul. Temos lá quase R$ 7 milhões para serem ressarcidos pelo Governo Federal. Então a grande dificuldade do Governo Federal hoje não é na questão do relacionamento é na falta de recurso realmente.
JD1 – Mas nesse momento de crise os investimentos no Estado diminuíram?
Marcelo Miglioli – Pelo contrário. Mato Grosso do Sul, por incrível que pareça foi colocado agora como o segundo do ranking do país em termo de infraestrutura. Isso deixa a gente bastante satisfeito porque isso demonstra que fizemos a coisa certa. Apesar da dificuldade de caixa do estado, apesar da dificuldade financeira que o país passa, a gente tem que reconhecer e agradecer ao Fudersul.
JD1 - No mercado de construção diz se que sua pasta tem um quadro de funcionários e fiscais muito reduzido pra importância da função , isso procede ?
Marcelo Miglioli – O quadro foi se deteriorando ao longo do tempo. Ano passado nós fizemos uma contratação de 38 profissionais em forma de emergência para suprir porque estava impossível tocar o órgão. Nós temos um prazo para fazer o concurso, ano que vem talvez por ser ano eleitoral nós não vamos conseguir fazer, mas no começo de 2019 é inevitável um concurso público principalmente na Agesul, as outras companhias estão com seus quadros resolvidos. Mas com essa contrata ção que fizemos conseguimos dar um dinamismo , que atendendo as expectativas.
JD1 - O que MS pode esperar em 2018 , de investimentos ?
Marcelo Miglioli – Nós temos uma série de investimentos a serem lançados em 2018. Na verdade o planejamento que nós fizemos não foi de um pacote único de obras, nem de se lançar obras só ás vésperas da eleição, nós fizemos um programa de governo onde desde o primeiro dia da administração, desde o dia 1º de janeiro de 2015 até dia 31 de dezembro de 2018 o estado vai ter obras em execução. Nós começamos pelo programa de obra inacabada zero, depois nós fizemos um programa de projetos que foi outra mudança extremamente importante que nós fizemos no Estado e isso deu uma mudança de conceito e que hoje nós estamos vendo acontecer no país a fora. Nós investimos muito em projetos , para que tudo pudesse ser feito com qualidade, com programação, com fluxo financeiro bem definido. Depois nós fizemos o nosso programa de recuperação de rodovias através de manutenções. A previsão é que chegue no final de quatro anos com mais de cinco mil quilômetros de rodovias não pavimentadas implantadas e encascalhadas. Depois nós fizemos o programa de restauração de rodovias pavimentadas, onde nós estamos fazendo restaurações pesadas, que na verdade não é nem restauração é reconstrução como, por exemplo, Amambai, Caarapó, Brasilância, Bataguassu, Santa Rita, Itaporã, são restaurações que são uma reconstrução da rodovia. Fizemos um programa de implantação de pavimentação de rodovias e temos uma grande programa que é o programa de pavimentação urbana com recapeamento e o programa de ponte de concreto, que é o maior programa da história de Mato Grosso do Sul.
JD1 – Qual a situação do Aquário do Pantanal?
Marcelo Miglioli – Aquário do Pantanal eu tenho um empenho pessoal em cima de resolver esse problema, o governador tem todo o interesse de resolver esse problema, mas nós temos a questão legal que nós tentamos fazer uma retomada através da empresa Egelte, ela declinou do contrato, nós fizemos a rescisão com ela, convocamos o segundo colocado, seguindo a questão legal, a lei no exige isso, a segunda colocada que é um consórcio também declinou da construção do aquário. Nós estamos agora com uma equipe jurídica analisando a possibilidade de um contratação direta seguindo os mesmos moldes do contrato original, mas isso ainda esta em analise. Dentro da definição que nós tivermos, obviamente que isso passa pelo Tribunal de Contas e do ministério Público e o governo tem o interesse em terminar o Aquário, mas nós não vamos transigir a lei. O que eu posso garantir é que estamos tento avançar esse espaço o mais rápido possível. O problema é complexo porque não é uma questão de ordem técnica, é uma questão de ordem legal.
JD1 - O Sr. se lançou candidato recentemente , seria ao senado, mas outro secretario Eduardo Riedel tbm quer a mesma coisa , e agora ?
Marcelo Miglioli – Eu acho que nós vivemos em um país democrático. A democracia permite essa situação. Quando vim para a secretaria o meu propósito principal era realmente fazer uma mudança na infraestrutura do Estado. Todo os trabalho de infraestrutura de Mato Grosso do Sul é um trabalho meu, respaldado pelo governador. Eu tenho que agradecer ao governador por ter me dado carta branca para que eu pudesse conduzir a infraestrutura do estado, isso eu devo ao governador. Se ele não me desse esse respaldo talvez eu não conseguisse fazer tudo o que fizemos. A gestão do Reinaldo terá o maior programa de ponte de concreto, de pavimentação urbana, m de implantação de rodovias não pavimentadas, e de restauração de rodovias pavimentadas da história de Mato Grosso do Sul com todas essas crises. E isso é um trabalho nosso, respaldado por ele e acompanhado de perto por ele. E esse trabalho me credencia a colocar meu nome a disposição com uma eventual candidatura de senado, junto com o Reinaldo na reeleição dele. Acredito piamente que ele seja candidato a reeleição e eu tenho esse pleito de estar no lado dele, disputando uma vaga no senado pelo trabalho que eu fiz nesses três anos frente a infraestrutura do estado. Quem vai definir é o meio político e por consequência a população.