Após a justiça decidir que as terras onde está localizada a fazenda Buriti não são indígenas, o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) Jonatan Pereira Barbosa declarou nesta segunda-feira (5) que a entidade vai apoiar outras demandas judiciais de proprietários de fazenda invadidas por índios.

“A Acrissul é parceira e todos aqueles que estão sendo invadidos e molestados a qualquer instante. A associação está sempre junto de quem está sendo obstruído de trabalhar. Ela não apoia protesto contra produtor rural, ele tem que ser valorizado e respeitado pelo que representa no país”, disse.

Depois da decisão da relatora Ministra Regina Helena Costa de rejeitar o pedido da união e manter a decisão do Tribunal Regional da 3ª Região (TRF3) reconhecendo que as terras invadidas em 2013 não são indígenas, nesta segunda-feira (5) cerca de 500 indígenas da comunidade Terena Buriti de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti se para um ato de protesto na antiga sede da Fazenda Buriti.

Para Jonatan, agora chegou a hora da é Polícia Federal e Justiça Federal tomarem alguma atitude, já que não há mais para onde recorrer. Ele ainda destaca que qualquer atitude contrária a decisão da justiça deve ser considerada crime. “O índio tem que responder como tutela da união, respeitando a decisão judicial. Porque com provocação e esse tipo de conduta, ele passa a ser criminoso”, destacou.

Questionado um possível clima de desobediência civil no campo, o presidente da Acrissul disse não temer. “Isso é uma medida radical e unilateral, nós sabemos quem está por trás disso”, disse.
Jonatan ainda destacou que os índios já têm terras suficientes e que agora com a decisão da justiça cabe aos fazendeiros tomaram as providências necessárias sobre suas propriedades.

“Índio tem terra mais que suficiente, o que não pode é eles quererem terras pra arrendar e fazer massas de manobra para uma política que não é indigenista, é uma política fundiária e outros grupos que estão aqui prestigiando a bagunça no campo. Os proprietários que ganharam ou retomam sua terra ou negociam sua terra. Tá provado que a terra não é de índio, portanto eles não tem direito a coisa alguma nessas propriedades, conclui.

Defesa 

Quetionado sobre a manifestação desta segunda-feira , o  advogado Newley Alexandre da Silva Amarilla, que representa dez dos trinta fazendeiros envolvidos na ação da Fazenda Buriti, disse novamente que não haverá reintegração de posse. Os proprietários, em sua maioria, não tem mais interesse pelas terras e agora vão pleitear por uma indenização.