O prédio da Unidade de Trauma será apresentado pela Santa Casa de Campo Grande no hoje (25). Com uma área construída de 6.529,48 m², divididos em três pavimentos, a obra será entregue pela construtora na ocasião. A apresentação contará com a presença do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, o Ministro Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, o Governador do Estado, Reinaldo Azambuja, o Prefeito Municipal, Marcos Trad , além de autoridades e  diretores da instituição.

A obra foi iniciada em meados da década de 90, no governo de Pedro Pedrossian, mas a previsão que fosse uma maternidade. Segundo o presidente do hospital, Dr. Esacheu Nascimento houve alteração para uma unidade especializada em trauma em meados de 2000. Porém,  foi  quando decidiram transformar em Hospital do Trauma os problemas começaram. Durante do então prefeito Nelsinho Trad (2004-2012), as obras foram interrompidas três vezes. Sendo a última  em 2011, sendo retomada apenas em 2016, já com Azambuja no governo.

A obra foi reiniciada em  16 de junho de 2016 após assinatura da ordem de serviços feito por Esacheu junto aos representantes da União, do Estado e do Município. O local contará com 100 leitos de internação, 10 UTIs, cinco salas cirúrgicas, duas salas para pequenos procedimentos cirúrgicos, três salas de observação com 15 leitos, três consultórios, duas salas de odontologia, duas salas de radiologia, uma sala de fisioterapia, uma salada de reabilitação, uma sala de tomografia, sala de emergência, área para recebimento de ambulâncias, estacionamentos com 55 carros e 12 motos, além de ambientes de apoio.

Esacheu destacou que além de gerar empregos o hospital vai enfim poder atender as pessoas que tanto sonharam e esperam a conclusão da obra. “Vamos empregar mais de 200 pessoas, entre médicos, enfermeiros, entre outros. A população que manteve uma expectativa para ter esta Unidade de Trauma por tantos anos  acredito que está satisfeita. Essa unidade vai atender não somente as vítimas de trauma de Campo Grande, mas de todo o Estado”, disse.

O secretário estadual de saúde, Carlos Coimbra, também comemorou a conclusão da obra e destaca que esta é um vitória de todo Mato Grosso do Sul. “É uma grande conquista,”, disse

Para reforma e conclusão do hospital, ao lado da Santa Casa, foram investidos R$ 8,7 milhões - R$ 3,2 milhões da prefeitura, R$ 2,8 milhões do Ministério da Saúde, R$ 1,6 milhão do governo do Estado e R$ 890 mil da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), que administra a Santa Casa.

Coimbra explica que somente este ano, o governo repassou cerca de R$ 3,7 milhões. “Só agora em 2018, além de todos os pactuados mensalmente, a gente já fez um repasse  para a finalização da obra de R$ 3 milhões e mais R$ 700 mil para a compra de um tomógrafo”, destacou.

Cerca de 85% dos equipamentos que serão utilizados na Unidade de Trauma já foram adquiridos, faltando apenas os aparelhos que perderiam a garantia sem uso se comprados com antecedência.

“É importante a gente explicar que está sendo a inaugurado da obra e os equipamentos. Já temos mais de 85% dos equipamentos do hospital  garantidos, alguns ainda faltam chegar, que são alguns que levam as vezes  períodos  de 30 a 60 dias para ser instalados, como é o caso do tomógrafo, que inclusive está sendo custeado com recurso da emenda dos senadores Pedro Chaves, Simone Tebet e senador Moka, repassados pelo governo do estado”, explica Coimbra.

Para o funcionamento da nova Unidade, está em análise no Ministério da Saúde  o plano operativo da Santa Casa prevendo o custeio mensal que será feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para a manutenção do hospital contemplando a nova unidade. Além da ampliação da cozinha, que já produz em média 4.500 refeições por dia, para atender o aumento de demanda. Com a entrada em atividade da Unidade do Trauma esta quantidade aumentará significativamente.

“Agora inicia-se um período aí de 30 a 45 dias para que o hospital do trauma seja colocado em funcionamento. Esse prazo é importante porque isso precisa ser pactuado em vários órgãos e também com o governo federal, na parte do custeio”, explica Coimbra destacando que neste período, deve ser formalizado o contrato tripartite entre União, governo e prefeitura para pagar o custeio da nova unidade.

A expectativa é que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que vem a Campo Grande para entrega da obra, anuncie a verba para custeio. “A gente agora está aguardando a confirmação do Governo Federal e com a vinda do ministro. A gente espera que tenha essa resposta de qual será o valor repassado à Santa Casa para custeio”, destaca.

Na semana passada, Azambuja firmou o compromisso do Estado em liberar repasse mensal para o funcionamento da unidade. “Da parte do Governo do Estado já houve a garantia do governador Reinaldo, a contrapartida de custeio do governo do estado está garantida à Santa Casa”, disse.

Ainda não há previsão para a inauguração da unidade, que funcionará no anexo da Santa Casa.

Investimento - O valor de fechamento da licitação foi de R$ 8.701.224,58 divididos nas seguintes responsabilidades: recursos municipais em R$ 3.263.448,97, recursos estaduais em R$ 1.694.980,75, recursos da federais em R$ 2.851.950,76 e recursos da Santa Casa em R$ 890.884,40. Com equipamentos e alterações exigidas pela VISA no pós-projeto, foram aplicados outros cerca de R$ 4 milhões por parte da Santa Casa com apoio do Governo do Estado.

Novo hospital aliviará pronto socorro

A unidade será extremamente importante para desafogar os atendimentos, hoje concentrados na Santa Casa ,que é referência no Estado em Ortopedia e Traumatologia. Nos quase 6.300 m² de área construída vão funcionar o setor de ortopedia e politraumatismo, com aparelhos de Raio-X, tomografia e ultrassonografia.

A Santa Casa faz em média 100 operações por dia na área de ortopedia. O setor de traumas é o mais sobrecarregado e é responsável por cerca de 65% dos atendimentos. Com a Santa Casa mais desafogada, no local poderão ser realizadas cirurgias de média e alta complexidades de forma mais rotineira.

Depois que o prédio ficar pronto, todos os serviços que hoje são oferecidos no setor de ortopedia da Santa Casa deverão ser transferidos para a nova unidade. Já a ala de ortopedia deverá ser usada para receber outras especialidades.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela, ressalta que, em funcionamento, a unidade será extremamente importante e representa um marco na saúde pública de Campo Grande.

“Infelizmente, o trauma é uma epidemia no nosso município. Diariamente vemos ai dezenas de pessoas sendo encaminhadas para os hospitais, vítima de um acidente de trânsito ou qualquer incidente. A entrega desse prédio e, posteriormente, o funcionamento desta unidade, será muito importante para atendermos essa demanda que é continua, garantindo o atendimento da população e dando uma melhor assistência”, disse.