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Justiça autoriza volta da taxa mínima de água
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou nesta quarta-feira (28), a volta da cobrança da taxa mínima de água realizada pela Águas Guariroba , em Campo Grande. A determinação destaca que a extinção da tarifa, sem um estudo financeiro, causou prejuízo superiores a R$ 6 milhões à empresa.
Em contato com a empresa, foi informado que a Águas Guariroba irá emitir uma nota confirmando a decisão nesta quinta-feira (29). O desembargador Marcos José de Britto Rodrigues foi o relator da decisão.
A partir de agora, a prefeitura de Campo Grande terá o prazo de 15 dias para se manifestar em relação ao expediente.
“Fluido o prazo acima assinalado, com ou sem manifestação, dê-se vistas à concessionária de serviços públicos para que, o prazo legal, apresente contraminuta ao reclamo, bem como manifeste-se sobre os expedientes acostados ao feito”, informa a decisão.
Suspensão da taxa
O anúncio da extinção da cobrança mínima foi feito pelo prefeito Marquinhos Trad do dia 26 de outubro de 2017, durante entrevista coletiva. Marquinho explicou na época que a medida era inédita no país e a decisão foi o resultado de estudo feito por oito meses pela administração municipal.
A tarifa mínima, valor cobrado de quem gasta de 0 a 10 metros cúbicos de água por mês, era de R$ 75, segundo a prefeitura. Ou seja, até quem não consumiu nada no mês teria que pagar a tarifa. Com o decreto, a tarifa mínima cairia pela metade e seria cobrada de quem consumiu até 5 metros cúbicos. Em 2019 a taxa seria extinta e o consumidor pagaria apenas o que consumir.
A Águas Guariroba, empresa que detém a concessão do serviço de abastecimento de água e tratamento de esgoto em Campo Grande, se mostrou contra a decisão da prefeitura e no início de dezembro de 2017 o decreto municipal que extinguiria a cobrança da taxa mínima de água foi suspenso pelo plantão da Justiça Estadual, após a concessionária entrar com mandado de segurança pedindo a manutenção da cobrança.
Porém, o desembargador Romero Odme Dias Lopes acatou agravo de instrumento movido pela prefeitura de Campo Grande e autorizou que o município mantivesse o projeto de reduzir de maneira progressiva a tarifa mínima da conta de água.
No dia 2 de janeiro deste ano o decreto entrou em vigor.

