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Manifestantes da Capital vão para Brasília acompanhar o julgamento de Lula
Dois ônibus com 45 pessoas, cada, estão se preparando para sair da Praça do Rádio com destino a Brasília. Os ocupantes são manifestantes que se reuniram em Campo Grande nesta terça-feira (3), para protestarem contra o pedido do Habeas Corpus preventivo do ex-presidente Lula, que será votado amanhã (4), pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A ação é do movimento Pátria Livre juntamente com Direita MS , MBL MS, Fora Corruptos, Chega de Impostos, Voluntários da Pátria e Reaja Brasil.
"Queremos a prisão de Lula e de todos que roubaram a nação, todos sem exceção de qualquer partido ou instituição. Não temos partido, nosso partido é o Brasil. Também pediremos o voto 100% impresso que é uma pauta muito importante neste momento", disse Juliana Gaioso Pontes, uma das coordenadoras da Pátria Livre.
De acordo com ela, a viagem ocorre devido a duas situações, uma para pedir o fim da corrupção e a prisão do ex-presidente e a outra é pelo Funrural. “O STF já tinha marcado a votação para o Funrural para amanhã e coincidiu com a mesma data para o julgamento do Habeas Corpus do Lula”, disse Juliana.
Adesão - Os produtores rurais independentes de Mato Grosso do Sul se juntaram aos mais de 10 mil produtores do Brasil, na Capital federal, no chamado "Abril Verde e Amarelo - Funrural não, Securitização Sim!", que ocorrerá em frente ao Congresso Federal.
O protesto servirá como cobrança em relação à dívida retroativa do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, o Funrural, também para pedir a securitização das dívidas do agronegócio e a exigir o fim do Estado Policialesco e Confiscatório.
"O Agro vem sofrendo com a soberba do estado policialesco sobre a atividade. Não aceitamos mais essa situação de intromissão diária para nos atrapalhar, insegurança jurídica, invasões, burocratização, oneração, pagamos a manutenção de uma estrutura para nos atrapalhar", disse um dos integrantes do movimento, Júlio Nunes.
O produtor rural Rodrigo Nashi, de 53 anos, disse que está revoltado com a situação atual. “Vamos a Brasília reclamar os direitos passados que é o Funrural, isso já deveria ter sido parado de discutir. É inconstitucional há cinco anos e, hoje, volta a ser cobrado por interesse de alguns políticos”, disse.