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Cobrança do ECAD em drogaria da Capital preocupa empresário
O empresário Hermes José de Almeida, 41 anos, foi surpreendido na terça-feira (24), ao ser abordado por um fiscal do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) em seu estabelecimento para cobrar uma taxa mensal de R$ 39,90, por disponibilizar som e TV aos seus funcionários.
Em entrevista ao JD1 Notícias, o empresário esclareceu que a intenção de colocar a aparelhagem audiovisual em seu comércio, é de oferecer melhores condições de trabalho aos seus colaboradores e jamais imaginaria ser cobrado por tal atitude.
O ECAD é o órgão responsável pela distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus autores e, para Hermes, foi uma surpresa os fiscais realizarem a cobrança em uma drogaria. “É comum ver a cobrança em bares, restaurantes e casas noturnas onde o cliente vai na intenção de ouvir música, não em uma drogaria”, afirmou.
Almeida explicou que não tinha a intenção de atrair clientes colocando a TV em seu comércio. “Ninguém vai a uma drogaria assistir TV”, disparou.
Outros empresários da Capital também passaram pela mesma situação, é o caso da Ana Paula Mendes, que tem uma loja de produtos naturais na Avenida Bom Pastor. Paula contou que os fiscais foram duas vezes em seu estabelecimento no início de 2017 cobrar o imposto por causa do som ambiente que Ana colocou em sua loja.
A empresária questionou e disse que não iria tirar o som por não se tratar de local com música ao vivo. “Eu disse que não iria tirar, eles voltaram outra vez, ligaram e depois desistiram”, disse.
A redação entrou em contato com a assessoria de comunicação do órgão, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta.