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MS inicia exportação de soja para Argentina pelo Rio Paraguai
O primeiro embarque que marca o início das exportações de commodities de soja partindo do Porto de Ladário, em Mato Grosso do Sul, foi um carregamento de 33 mil toneladas do produto para a Argentina.
O terminal multimodal pertencente à Granel Química, existe desde 1990 e, além dos grãos, atua com exportação de dois milhões de toneladas/ano de minérios (ferro e manganês) e importação de 100 mil m³ de combustíveis (diesel, gasolina e álcool).
A retomada na exportação de soja acontece após cinco anos suspensa, graças a uma série de fatores que beneficiaram os produtores do Estado.
Ronald Smith, gerente financeiro do Grupo, afirma que o terminal tem capacidade fixa para armazenar 48 mil toneladas de grãos, mas dependendo da logística de chegada e saída da soja, é possível exportar seis milhões de toneladas ao ano.
Em cada viagem rumo à Argentina, o rebocador com 16 barcaças tem capacidade para transportar 33 mil toneladas de soja pelo rio Paraguai, com nove funcionários a bordo. Para a mesma quantia, seriam necessários 825 caminhões rodando pelas rodovias, com 40 toneladas cada.
A carga foi comprada pelo grupo argentino Vicentin, que fará o beneficiamento do grão para produzir óleo de soja. O diretor Peter J. Graham explica que o cenário favoreceu a aquisição de soja sul-mato-grossense e os portos são fundamentais para que o escoamento da produção com preços competitivos, seja eficiente. “Neste ano vamos comprar 500 mil toneladas de soja do Estado, graças ao preço e as facilidades na logística”.
O primeiro carregamento de soja para a Argentina pertence ao Grupo BR PEC e foi negociado pela Grannos Corretora. A princípio, estão sendo comercializados grãos de propriedades próximas de Ladário, entre 200 e 300 km, para manter o frete em valores competitivos ao mercado externo e interno.
Adriano Sarassene, diretor de Agricultura da BR PEC, afirma que com a abertura do porto de Ládario também se iniciou um novo mercado de vendas para o grupo. “Antes, nossa soja só ia para outros países como China, pelo porto de Santos, agora temos a oportunidade de exportar para outro cliente e muito mais fácil”.